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16.9.15

Na terra da língua da sogra e do Bambi.

Ontem podia ter sido um dia normal. Em vez disso, foi um manhã cheia de anormalidades. Por isso, soube-me mesmo bem regressar à minha terra para um pouco de normalidade e até de alguma tolice e nostalgia.





Mercado de Algés aprovadíssimo! A praça de Algés, como a conheci, na verdade não mudou muito mas agora tem ao lado das frutas e dos legumes um cantinho que é um mimo de se estar. Muita variedade de comes e bebes e ambiente muito acolhedor. Tirando o momento que ia morrendo do coração quando a maquineta que nos avisa quando o nosso prato está pronto vibrou a uma intensidade que eu não esperava, tudo o resto teve nota 5. Comemos no talho do mercado, ele uns secretos e eu umas costeletinhas de borrego divinais. 


Comidinha de conforto de muito boa qualidade e acompanhada por um copo de vinho Fiuza sauvignon, do Ribatejo (sorte a minha que ando sempre com um especialista portátil... bem, portátil mais ou menos que são 1,90m e quase 100kg.) 


Depois aproveitei que estava na minha terra para revisitar uns locais de coração.


Sim, há uma padaria que vive no meu coração. A imagem não é grande coisa mas o cheiro que vive no ar desta rua é assim... nhami! Tive sorte ser terça-feira porque assim, para além das bolinhas e dos bijus (pãezinhos em forma de coração), pude comprar as maiores  e melhores línguas de sogra deste país. Quem nunca as experimentou tem de experimentar... Boas mas boas! Uma mistura entre pão e bolo, peganhentas e com um travo a canela e muito compridassssss.



Ao que parece não sou a primeira a pedir para tirar uma foto ao Bambi. Este fofinho boneco que vive nesta sapataria, como o mesmo nome, responsável pela meu vício em sapatos desde os 4 anos. São mais de 65 anos, ali, a olhar para os meninos e meninas e onde, o Bambi, continua lindo e viçoso e de pestana tão arregalada como da primeira vez que o vi.

  

Numa das mais antigas barbearias de Algés, onde nos foi prometido ontem pelo dono uma remodelação com respeito pelo passado, falámos um bocadinho do passado e do futuro. Entrar em espaços com tanta história como este quase dá para sentirmos as vozes de todas as pessoas e histórias que por lá passaram... Eu avisei que tinha sido um dia nostálgico.


Amor meu já te disse para teres cuidado com os espelhos se não queres aparecer nas redes sociais
Muitos outros sítios teria de fotografar se vos quisesse fazer uma foto-reportagem da minha infância em Algés mas já ficam com um cheirinho do que foi.

E pronto... Já conhecem mais um bocadinho de mim.

3 comentários:

Anónimo disse...

❤️ J. Peixoto

Marta Moura disse...

Adorei a barbearia!

Rui Leal disse...

Muito bem és a mais linda de Algés e arredores :)
grande partida