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7.9.17

Num país onde especialista significa mais zero euros no ordenado!

Fonte: http://www.annewilmusphotography.com
Há uns bons meses, lá para o início do ano, quando uma das minhas amigas teve bebé e os fui visitar ao hospital contava-me ela com todos os pormenores, que só às muito próximas amigas são permitidos, o parto. 

Lembro-me que quando me contou que tinha sido uma enfermeira parteira que tinha feito o parto aquilo pareceu um bocadinho estranho na minha cabeça... Explicou-me então, que hoje em dia era o mais habitual e que só numa situação de complicações é que o médico obstetra era chamado. Depois de reflectir um bocadinho sobre a naturalidade, pelo menos é assim que a natureza fez para ser, dum parto passou a fazer imenso sentido que num momento, ainda que de tanta importância, mas cuja evolução só depende de como o corpo e a mente da parturiente funciona, naquele momento, fosse apoiado e realizado por uma Enfermeira Parteira. Aliás, a minha amiga disse que gostou imenso da enfermeira que lhe calhou e que foi sempre super atenciosa mas demonstradora de assertividade e conhecimento.

Ora, se primeiramente me pareceu que o parto faria mais sentido ser realizado por um médico porque a minha mente estava influenciada por todo espectáculo e terror que costumam fazer do momento. Depois de ficar a saber que os partos estavam na maior parte das vezes a cargo de enfermeiros parteiros aí é que me pareceu mais que óbvio que esses teriam certamente um conhecimento especializado do assunto e que por isso, óbvio, receberiam de acordo com o seu conhecimento. Correcto? 

Pois, parece que não! 

Tenho acompanhado nas últimas semanas os protestos dos enfermeiros especialistas, nomeadamente os parteiros, e lembrei-me logo daquele episódio com a minha amiga.

Eu posso estar a falar para o alto, partilhando apenas a minha opinião e até admito que, muito provavelmente, não tenho todos os factos para opinar com razão. Mas caramba!! Não é óbvio que um profissional, seja de que área for, quando desempenha funções de especialista, que só podem ser realizadas por ele porque estudou para isso, deva receber mais que o colega que tendo a mesma profissão não tem a especialização não tendo sequer o conhecimento para desempenhar essas funções?! 

A mim parece bastante natural, óbvio e acima de tudo uma questão de justiça... até para quem não é especialista em coisa nenhuma é fácil de perceber!
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1.9.17

Receita de Ceviche de Salmão, Maracujá e Lima



Eu ia começar por escrever: "se sabem que vão ter convidados inesperados assim de repente, e querem fazer uma entrada rápida aqui vai...". Mas logo no segundo a seguir disse para mim "quem queres enganar tu Andreia?". Sim, é verdade que a preparação demora 10 minutos mas também é certo que a maioria não tem as limas, o maracujá e o filete de salmão por coincidência, tudo ao mesmo tempo, no frigorífico. Eu cá não costumo ter.

Assim, é sim uma excelente entrada para se fazer num instantinho, mas que requer uma visita a uma frutaria e a uma boa peixaria (não vale Salmão com sabor a lodo).

Ceviche de Salmão, Maracujá e Lima

ingredientes:
100g de filete de salmão
1 maracujá
1 lima
1 malagueta
flor de sal e pimenta q.b.

preparação:

Cortar em cubinhos pequenos tiras de filete de salmão. Atenção às espinhas. Sintam com a ponta dos dedos a filete de forma a garantirem que as retiram todas (mesmo que para isso tenham que usar a pinça das sobrancelhas, se não tiverem uma de peixe)
Deitar por cima a polpa do maracujá e o sumo da lima.
Picar muito miudamente uma malagueta (ou usar flocos de malagueta que se compram já preparados) e usar para temperar, juntamente com a flor de sal e pimenta a gosto.
Envolver e reservar no frio, coberto para não secar, até ao momento de servir.

Servir em tostinhas ainda mornas de pão torrado no forno, em fio de azeite e sal.


Até para "torcedores de nariz a peixe" como um certo homem de 1,90m que conheço, são deliciosos (que ele bem me disse que comia só duas tostinhas para me fazer a vontade e depois comeu mais).
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31.8.17

Realmente novos batons Mate

Mate (ou "maite" como no outro dia me pediu um rapazito que foi comprar um verniz para oferecer à namorada) é moda em maquilhagem há uns 3 anos. Se no início lábios baços poderiam parecer algo pouco desejado, pelos dias de hoje é quase obrigatório haver um batom mate na nossa mala. 

A culpa do boom mate? As mesmas culpadas pelos rabos volumosos e agachamentos atrozes... sim as manas K.

O meu primeiro batom mate entrou na minha bolsa de maquilhagem há uns 8 anos. Vi-me grega para encontrar uma marca que tivesse batom mate. Nem na MAC, loja de maquilhagem que frequentava então com frequência havia batons sem brilho. Hoje parece mentira mas era a mais pura das verdades. Fussei as lojas todas, no desespero de comprar o batom que eu tanto desejava, e o único que encontrei foi um lilás, que eu adorava tanto, da Estèe Lauder. Viveu comigo ainda um bom par de anos até que foi levado por um ladrão de malas, e não só, em plena Lisboa. Foi o primeiro batom mate na minha vida e nunca será esquecido, tal como o primeiro beijo.

Hoje há batons mate de todas as cores e formas. Há os tradicionais, os de stick e os líquidos. Uns que transformam os lábios numa coisa parecida com o solo de deserto à torreira dum sol de 60º mas como duram 24h há clientes que se pelam por encontrar um assim. Eu tenho para mim que maquilhagem que se agarra assim, como cola 123, numa das zonas mais húmidas do nosso rosto não deve ser das coisas mais boas para a saúde... mas cala-te boca!! Já percebi que as pessoas usam tudo o que as irmãs K usarem ou que a maquilhadora da Cristina fale no programa da manhã. Eu cá gosto dos batons que tendo boa durabilidade, precisam de ser retocados como um bom e normal batom. E mates há muitos desses também.

Os meus preferidos são os Líquidos da Chanel, os Shaker Mate e os Mate, ambos da Lancôme e agora muito recentemente, os novos Rouge Rouge Mate da Shiseido.  Estes para além de terem a mais valia de não secar os lábios e de serem extremamente pigmentados, como todos os outros meus preferidos, têm cores realmente interessantes e novas...


Apesar da maioria daquelas cores de pele ficarem em mim igual a eu dar um mergulho em água do Ártico por 45minutos, reconheço que são cores muito giras e diferentes do que há no mercado (no mercado da qualidade claro está.)

É uma sugestão para quem procura um Mate de qualidade e a pensar em nudes para todas as tonalidades de pele. Estou fanzaça!!

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9.8.17

Quando o tira nódoas não funciona...

Andava com umas calças de ganga guardadas porque tinham uma nódoa que já tinha tentado tirar com todo o tipo de tira nódoas, só faltando com ácido sulfúrico, mas que continuava ali especada na calça a rir-se da minha cara.

Aproveitando que os stickers, decalques, bordados e quinquilharia estão super na moda na roupa, comprei um decalques de rosas, daqueles que se colam com a ajuda do ferro de engomar e pumbas!! Uma amiga também se ofereceu para bordar nas calças umas coisas giras mas a ideia de pôr a desgraçada, ainda que muito habilidosa, a bordar as calças durante 6 horas fez-me um bocado de impressão.

Apostei nos decalques comprados numa loja de peças para Do It Yourself. Senti-me a reviver os anos 90 quando colocava decalques nas calças rasgadas do meu irmão. E €1,80 e 10 minutos depois voltei a dar vida às calças...




Fica a sugestão.

Eu sei que vai parecer que me estão a sair rosas pelo rabo mas era pior se tivesse escolhido gatinhos ou foguetões.



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7.8.17

Não abrir se são sensíveis a coisas porcas de gajas!

Se abriram não venham depois fazer papel de nojentinhos... eu avisei!



Eu tenho uma pergunta a fazer à população feminina em geral:

"Desde quando é que os pensos higiénicos passaram a ser ambientadores de casa de banho?!?!"

Eu contextualizo a pergunta exclamatória...

Cada mulher tem lá a sua maneira de se manter limpinha durante o período. (Aquele período do mês que quer queiramos ou não está connosco, para a maioria das mulheres regularmente todos os meses e em, assim com contas por alto, 540 meses da nossa vida - a boa da menstruação.) Eu cá gosto de manter a coisa simples e delicada... O que dizer? Há quem tenha pele sensível no rosto, eu tenho no pipi. Já há uma boa meia dúzia de anos que uso sempre os da Ausonia... que primeiro comprei porque são para peles sensíveis e segundo porque a embalagem exterior era toda estilosa. 

Vai que um destes dias, no momento de aflição, sem mais opções por perto, tive de arranjar substitutos porque os da Ausonia não se vendiam naquele supermercado. Olhei para os EVAX, a marca da minha adolescência menstrual. A que associo sempre aqueles anúncios estúpidos mal dobrados do espanhol, com meninas vestidas como modelos da United Colors da Benneton e todas saltitantes e contentes por estarem com o período...

BullShitt!!! 

Nenhuma gaja, no seu perfeito juízo consegue estar com toda aquela alegria na semana da menstruação!!! Fazem anúncios da treta como esses e depois admiram-se que os homens não percebam como é difícil ser mulher... Pois não... Nós, mensalmente, a contorcermos-nos de dores a implorar por drogas, a meio da noite ou então super sem paciência para sairmos de casa quando ele nos diz "amor vamos sair de casa para espairecer um bocadinho" e nós a pensar: "bom, bom era que a tua voz não tivesse som durante uma semana, desaparece!!". Já é uma sorte que eles não nos perguntem se não queremos ir andar de baloiço ou correr de mão dada pelo campo vestidas de calças brancas... 

Enfim... como dizia, optei pelos Evax, afinal nunca me deixaram mal no passado e era só para desenrascar. 

Se soubesse o que sei agora, tinha comprado REGLEX*. 

Então não é que uma gaja vai a abrir o penso, sentada na sanita, e por segundos pensei que o meu Rui tinha comprado um daqueles ambientadores de casa de banho accionados pelo movimento e que não me tinham dito. Daqueles que disparam pela calada... Pfeee!! e quando damos por ela estamos nauseadas com a intensidade do perfume, isto se não nos acertou nos olhos e aí estamos nauseadas e a chorar no chão. 

Mas para quê o cheiro a perfume num penso higiénico?!!!

Só se há aí alguma seita de gajas que a sua religião não lhes permite lavar a rata durante a semana toda do período. Não existindo tal seita, é só uma coisa muito estúpida. 

Já não é muito saudável ter de andar com um bocado de plástico numa das zonas mais delicadas do nosso corpo e ainda enchê-la de perfume?! Eu aprendi nas minhas formações de pele que o perfume aumenta em 70% a probabilidade de alergia na pele. 

Já para não falar que é um perfume tão intenso que das vezes seguintes tive de usar o penso sem inspirar... Estou a pensar comprar um pavios e fazer dos pensos velas ambientadoras para a casa de banho.

Desculpem lá o humor negro... ou neste caso VERMELHO (Ih ih ih ih ih!!!)

*referência à primeira marca de pensos higiénicos que usei. Uma coisa parecida com fraldas de incontinência mas com a forma de um penso... Só as cotas como eu ou ainda mais cotas saberão do que falo.
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Música Papoilar #4

A música é aquela coisa misteriosa que tem o dom mágico de nos aparecer na hora certa. Quantas vezes se deram a ouvir uma música que parece que foi feita a pensar exactamente naquele momento da vossa vida? Tantos, né?! São essas, a mágicas que eu acredito, porque acredito em fadas e castelos de princesas também, que o "rumo" nos põe no caminho para nos mostrar que não estamos sozinhos na dor ou na felicidade. Não são muitas as "músicas de rumo" mas de vez em quando, quando estou mesmo a precisar delas, surgem do nada. Hoje o "meu" Youtube recomendou-me esta, que partilho hoje, dos velhinhos mas tão jovens, despretensiosos, divertidos e non sense Take That (ADORO-OS!!). Se não chegasse a letra para dar um valente pontapé no rabo da nuvem negra que tem pairado sobre a minha cabeça, o videoclip vem e dá a essa nuvem um pontapé de pés juntos, ao estilo do Van Damme. 

New Day



...
Yesterday's news is yesterday's news
Yesterday's blues is just a shade of colour
Call me naive but we're building for tomorrow
So we can
So we can finish off what we started

Wake up, it's a brand new day
Everybody's gotta sing this storm away

...
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17.7.17

Eu só tenho um corpo!...


"Eu só tenho um corpo! Para que preciso de mais do que duas mudas de roupa?". Esta era uma das frases bandeira do meu avô Alberto. Uma das muitas que eu achava uma parvoíce... Afinal a minha tia Teresa tinha, desde a minha mais tenra idade, mostrado que um corpo só precisava de muita roupa e ainda de mais sapato... Só porque era muito mais giro. 

Hoje, começo cada vez mais a perceber o que o meu avô queria dizer... De há dois anos para cá que o desperdício de dinheiro gasto em coisas que depois não vou usar com a regularidade merecida é uma realidade que me tem feito uma certa comichão interior (não nos órgãos, na alma).
Tanto que, desde Outubro do ano passado, tenho feito um exercício mental muito engraçado quando vou a lojas onde normalmente me costumava perder e desgraçar com facilidade. Para começar entro em lojas de roupa e sapatos com muito menos regularidade... Como dizem "longe da vista, longe do coração". Quando entro porque me apetece muito ver as modas novas, apesar de me dar a mesma vontade de comprar, de experimentar tudo o que gosto e de gostar de como me ficam uma série de artigos, de pegar neles e estar convicta que os vou levar, raramente saio da loja com compras. O segredo? Tenho uma conversa mental (e muitas vezes verbal em voz baixa) comigo...

"Precisas mesmo disto Andreia?" 
"Bem, precisares não precisas de nada... Até tens lá em casa parecido e não usas assim tanto."
"Este sapatos são giros para o casamento da Inês... Mas os verdes que tens lá em casa também ficam super giros e poupas 30€."
"Quantas combinações podes fazer com estas calças?... Sim, só dá mesmo com esta blusa."

Enquanto auto-formato a minha mente dou mais uma, ou duas, voltas pela loja... A roupa ou sapatos que carrego nos braços deixam de me parecer tão bonitas e essenciais. Volto a colocar tudo de onde as pesquei e saio meio hesitante mas sem olhar para trás. Nos dias seguintes, desce em mim uma sensação de satisfação por ter resistido à tentação. O oposto que sentia quando comprava as coisas só porque sim. Parece uma tontice apenas mas não é. É sentir que se tem controlo e que me estou a guiar por bom senso e não pela gula das compras. 

Hoje em dia, e em tão poucos meses é rara a compra de que me arrependa depois. E é rara a peça de roupa ou sapatos que não use até ao fim dos dias (excepto aqueles sapatos e vestuário que são peças de poucas ocasiões mesmo). Como compro muito menos roupa e sapatos dou por mim a usar roupa que, por vezes, estava longos meses parada no armário. Permito-me comprar algumas peças da moda mas na promessa de ser daquelas que posso combinar de milhentas formas com os 70% de roupa básica e neutra que compõe o meu roupeiro. 

Outra melhoria pessoal é que não me apego às coisas como se precisasse delas para ter vida... Isso, assumo, era de tamanha infelicidade que até torço o nariz a mim mesma quando penso como me apegava tanto às coisas. Não espero 3 anos sem usar uma roupa ou sapatos para perceber que está na hora de os dar. Regularmente, talvez uma vez a cada 2 meses, olho para o armário e digo: "esta vai... Foste uma boa camisa mas está na hora de ires para outra casa.". Mudança importante, não serve de desculpa para ir a correr às lojas substituir aquele novo espacinho no armário.

Esta, pequena, mudança na minha relação com as compras de roupa e acessórios trouxe-me uma, gigante, alteração na minha qualidade de vida. Havia uns quantos projectos que estava sempre a adiar porque direccionava o meu dinheiro só naquele sentido. Não entendam que me tornei num grande exemplo de poupança financeira. Nada disso. Poupo da mesma forma... Só aquele pezinho de meia para uma eventualidade e para aquela viagem. Fora isso, se me esfolo tanto a trabalhar, uso o fruto do meu trabalho o mais que posso. Mas uso-o bem... Passeio mais, vivo mais, experimento comeres diferentes, vivo mais, sobra mais para viagens até onde moram os amigos, vivo mais, deixo o troco no quiosque onde bebo o café ou no Sr da Praça do peixe porque fui bem atendida, vivo mais, apoio associações de protecção animal, vivo mais, dou aquele miminho à minha casa sem ter que contar trocos, vivo mais...

A vida é mesmo uma coisa, maravilhosamente, tramada. Está sempre a mostrar-me, algumas vezes de formas pouco fofinhas e muito dolorosas, que as verdades de hoje são as insignificâncias do amanhã... Deve ser isto que é crescer. Será? Aprender o valor real das coisas da vida. Descobrir que a maioria das "coisas" que nos dão felicidade e razão de ser e sentir não se compram por dinheiro nenhum. Esse, o dinheiro, é usado na minha vida para os "extra-felicidade".  Mal comparando é como se eu vivesse numa bolha onde sou feliz, e dentro da qual estão o meu Ursinho, as pessoas que me fazem bem, os animais filhos, a minha casa (e todos os seus utensílios de cozinha... Mas só porque me dão horas de felicidade quando cozinho) e os sentimentos que agradeço diariamente por lá estar. Depois as coisas (mesmo coisas) são apenas adornos exteriores à minha bolha... Como autocolantes de papoilas e gatinhos fofinhos e um ou dois balões em forma de coração. Estão lá para me dar um bocadinho mais de giro e conforto à minha bola mas estão lá na medida certa... Não deixo e não quero perder a vista mágica para o exterior da minha bolha. 

"Eu só tenho um corpo! Escolho vivê-lo em vez de mascará-lo" 
(um claro upgrade à frase bandeira do meu avô).


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