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5.4.18

Música Papoilar n.6

Que bom que era... far away just anywhere away with you...


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3.4.18

Redes Socias = Termómetro de amizade


Eu sou uma das pessoas que mais gosta da invenção das redes sociais... Sem medos ou vergonha de confessar que gosto de ter os meus 15 minutos de fama sempre à mão (assim como uma compensação pela carreira artística nunca se ter cruzado no meu caminho) e depois porque sou uma assumida cusca... Desde pequenina que me lembro de olhar à noite para as janelas das casas de luz acesa, ver as pessoas, e pensar como seria giro ser uma mosquinha para saber o que acontece em casas que não a minha. Talvez este meu lado queira dizer que devia ter estudado qualquer coisa como Antropologia, já que tenho um fascínio imenso pelas pessoas. Apesar de ser fã das redes sou nos dois sentidos falados equilibrada, ou pelo menos segundo os meus parâmetros sou. As minhas partilhas vão só até àquele patamar logo imediatamente antes do excesso de informação pessoal. Ver-me-ão de biquini mas não de fio dental. Ver-me-ão no lounge do hotel mas não descabelada na cama depois de uma tórrida noite de sexo. Sim, ver-me-ão a escrever umas frases em modo indirecta para algumas pessoas que me rebentam o juízo mas nunca expondo a desgraçada da vítima (que também deve andar farta de me aturar). Ver-me-ão a partilhar fotos, muitasss fotos, dos meus três gatos filhos, talvez um bocadinho até demais mas eles estarão sempre vestidos. Muitas fotos de receitas que crio e outras tantas de comidas que vou comendo por aí. Ver-me-ão numa selfie, em closeup, sorridente no jardim do hospital, mas nunca saberão porque lá fui e nem verão a minha pulseira amarela no pulso com hora de entrada e número de beneficiário. Verão nas minhas redes algumas, poucas, menos do que desejaria, imagens de momentos no ginásio, mas nunca em posição cão de pilates... 

Já a minha outra faceta, a de observadora cusca, também tem um equilíbrio associado. Regra número um - Sigo só quem me dá gozo cuscar, o que é o mesmo que dizer que são pessoas que gosto de coração ou com as quais, ainda que desconhecidas (como as actrizes e assim), me identifico. NUNCA mas nunca sigo pessoas que não gosto só para lhes cuscar ou invejar a vida. Primeiro porque é uma enorme pobreza de espírito fazê-lo e às tantas entramos numa de "esta cabra tem uma vida do caraças e eu aqui"... E de repente, há um dia que olhas para a tua vida e pensas "Mas que merda estou eu para aqui a dizer?! A minha vida é fabulosa!!. Sim, falo de experiência própria... A vantagem de ter começado a usar redes sociais muito cedo é que já me permitiu organizar a forma mais saudável de as utilizar. Já há muito tempo que comecei a varrer perfis indesejados e digo-vos fiquei com a "casa social" muito mais arrumada, limpa e em paz. Sim, sigo poucas pessoas no instagram e o meu feed do facebook tem tão poucas pessoas que parece uma viagem pelo deserto do Sahara. 

Toda esta mega introdução para tocar num assunto um bocadinho delicado mas que já algum tempo que me anda a dar uma vontade de abordar.... Já repararam que as redes sociais são um óptimo termómetro das nossas "amizades"? 



Ora vejam como eu o vejo diariamente e de uma forma muito reduzida:

Ela há os verdadeiros amigos

Aqueles 7 ou 8 que independentemente do que partilhas vão sempre fazer um gosto. Porque te amam de coração, porque te compreendem melhor, porque adoram ver-te feliz, que até podem não gostar muito da ideia que mostres demais as "bimbas" mas que estão sempre lá para ti. São a salvação das nosssa fotos menos gostadas... Com estes ficamos com os gostos mínimos obrigatórios garantidos.

Depois há os amigos que mudam como a nossa senhora de Fátima que adivinha a meteorologia.

São para aí uns 15 que ora fazem gosto 3 dias seguidos ora estão 2 meses sem vos gostarem. São aqueles que gostam da vossa primeira e segunda foto de férias mas que à quarta foto a inveja lhes tolhe o dedo, e a alma invejosa, de uma maneira que quem postou a foto fica 15 meses em jejum de gostos dessa pessoa. Também se incluem aqueles que fazem um "gostinho" de vez em quando só para que não os deixes de seguir.

Depois há os que se não fosse o intagram nunca iríamos saber como são na verdade menos amigos que o Sr do café que vos diz bom dia todos os dias.

Aqueles que fazem um gosto sentido, uma vez por ano, e um outro por engano quando estão a tentar aumentar a vossa foto para ver aqueles 3 pêlos que começam a pespontar no vosso buço para poder vos chamar de porcas desleixadas. São também muitas vezes inexperientes nestas lides ou descarados sem vergonha. Aqueles que vêm todas as vossas fotos com lupa, procurando as pessoas com quem estás no reflexo do garfo que tens na foto. Os que tiram conclusões destorcidas sem o cuidado de vos perguntarem particularmente como vai a vossa vida e que estão no top das pessoas que mais vêm as vossas "intastories" mas nunca vos fazem um gosto.

Daqui, como sou uma rapariguita muito sensata, distingo bem as pessoas amigas que vão às redes sociais para aí uma vez por semana (sim, porque esta pessoa tem amigas da velha guarda e que não têm o vício no corpo como eu), aquelas que seguem aos milhares de pessoas e que há sempre uma ou outra publicação que lhes falha e as outras que não gostando de ver as minha fotos de peixe morto na banca da peixaria, passam a foto com muita rapidez (Também se alguma das minhas amigas pusesse imagens de touradas ficaria banida durante uma semana).


Engraçado, ou talvez nem por isso, como com a ajuda das redes sociais conseguimos catalogar os nossos amigos tão facilmente... Põe-me sempre a pensar em que tipo de sociedade nos estamos a tornar, cada vez mais enfiados dentro do nosso umbigo... Há pessoas que se enfiam tanto no próprio umbigo que um dia têm de voltar a nascer!


Até aposto que vou perdir uns 30 seguidores assim de repente.




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24.3.18

Pizza Diabrete

Já devem ter reparado que nas boas pizzarias há sempre na lista uma pizza Diabola. Que como sugere o nome é uma pizza quando comemos nos põe a chamar por Deus de tão picante e infernosa que é. Talvez esteja a exagerar um bocadinho vá... É na verdade uma pizza picante, ao contrário da maioria que não o costumam ser.

Nós cá por casa adoramos uma boa Diabola mas ainda não tive tempo para apurar uma boa base de tomate picante. Pelo que, no outro dia, quando decidi em 5 minutos, que ia fazer uma pizza caseira picante  tive que ser um bocadinho trapaceira e assim nasceu a Pizza Diabrete... De nome por ser menos picante que uma Diabola e porque usa uma base de tomate bem matreira.

Antes do truque do molho de tomate base, aproveito para vos dar a receita da minha receita de massa de pizza... Ah sim, esqueçam a massa de pizza verdadeira, fina e italiana... A minha é fofa, alta, quase como massa de pão. Daquela massa de pizza mesmo falsazona mas super gulosa e que tem de levar quilos de recheio por cima.

Receita massa de pizza (média)

ingredientes:

2 chávenas de chá de farinha sem fermento
sal grosso q.b.
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de azeite
Meia carteirinha de levedura seca (+/- 4g)
água morna q.b. (40ºC)

preparação:

Juntar à farinha, o sal, o açúcar e a levedura e misturar tudo bem. Adicionar o azeite e depois aos poucos a água morna. Envolver tudo com a mão, dentro do recipiente, até que se forme uma bola de massa. Polvilhar então, uma superfície lisa com farinha e aí amassar por 2 minutos a massa. Polvilhar com farinha o interior do recipiente, voltar a colocar a massa dentro, cobrir com um pano e deixar repousar em ambiente morno por 15 minutos.

Estender com as mãos até formar uma círculo tosco (são as melhores)

Molho base para Pizza Diabrete

É assim... Este molho é tão fingido que nem lhe posso chamar receita. 

Ingredientes?
Só 3!
3 c.sopa de Ketchup, 1c.café de flocos de piri-piri (pode ser uma malagueta) e uma pitada de sal grosso.

Preparação?
 Num almofariz desfazer toscamente os flocos de piri-piri (pele e sementes) com o sal. Juntar o Ketchup e está feito!!

Depois é abrir o frigorífico botar-lhe em cima tudo o que apetecer e combinar e voilá!



Bom apetite!

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23.3.18

Música Papoilar n.5

Já há uns meses que uma música não tocava nos meus botõezinhos que me põem a chorar, a cantar de pulmões de cheios enquanto franzo o sobrolho até ao nível máximo de tensão emocional. Até que ouvi esta simples mas de deixar sem fôlego papoilas como eu...


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5.3.18

Apropriação cultural? What?!

Ups!! Espera, o what também será uma apropriação cultural?!?!

Então deparei-me com, mais uma estúpida não notícia, gerada pelas, fantásticas, mas tantas vezes despropositadas e anormais, redes sociais e não resisti não comentar em voz alta "mas que anormalidade é esta?! O mundo está louco!!"

Há uma moçoila da girls band britânica Little Mix, a ruivaça Jesy Nelson, que postou uma foto no seu Instagram onde aparecia com o cabelo todo feito em tranças enroladas... 

Fonte Instagram Jesynelson

Vai daí, ou vêm daí uma série de desocupados ocupados de redes sociais exigir à senhora que retire de imediato a foto e se retrate, pedindo desculpas, deixando entre linhas quase um pedido de que o mesmo seja feito em joelhos sobre milho cru, enquanto se autoflagela com um chicote, porque fazer aquelas tranças é uma "apropriação cultural". What?!?! Mas essa merda existe?!?! 

Lembro-me vivamente de ter feito umas tranças, nos meus, então, cabelos louros e bem fininhos quando andava na universidade... Durou uma semana e lembro-me perfeitamente de ter pensado que nunca mais faria tal coisa na vida, e em como era possível que houvesse pessoas que usavam aquele estilo de cabelo, doloroso, quase toda uma vida... E como crianças aguentavam a dor de fazer e ter trancinhas fininhas agarradas à cabeça. Mas nunca me passou pela minha cabeça doridamente entrançada que eu me estivesse a apropriar culturalmente do que quer que fosse... A sério, mesmo que essa expressão existe?! Ainda não consigo acreditar. 

Então se eu agora do nada me apetecesse começar a vestir sete saias viriam socas de senhoras nazarenas voar na minha direcção por apropriação cultural?! Ou será que se um sr chinês ali do Bazar do Oriente se lembrar de começar a beber o chá numa caneca com um falo das Caldas dentro também será apropriação cultural?! 

Então e o cabelo liso?! É cultura de quem? Qualquer dia uma pessoa vai ao cabeleireiro e tem daqueles livros de penteados enormes divididos por separadores culturais - Reservado a cabelos orientais / Reservado a cabelos Africanos / Reservado a Europeus localizados fora do mediterrâneo / Reservado aos outros europeus...

Mas que estupidez é esta?! Quantas coisas da moda são inspiração cultural? Provavelmente veio de África a inspiração para todos os turbantes que hoje andam nas cabeças do mundo. E os pijaminhas acetinados com garças pintados, não são mais que versões pret-à-porter dos tecidos luxuosos orientais, até os crop top brocados são completamente Bollywood... 

E nos cabelos... Quantas de nós nos últimos 4 anos anda fazer balayages (nuances que demoram uma eternidade para parecer que o nosso cabelo foi beijado pelo sol) quando nunca na vida nos aproximaríamos duma prancha de surf. Ou quantas rastas (algumas bem porcas como as originais) andam por este país em cabeças pertencentes a pessoas que não são nem de longe nem de perto rastafaris. E todas as ruivas falsas que andam a pintar este mundo de colorido sem que venham os Irlandeses pedir-lhes uma taxa por apropriação cultural?! Esperem lá... Já percebi porque um alisamento brasileiro é tão caro... incluirá o preço uma taxa para enviar ao país folião?!

Por favor, se alguém me souber dar o exemplo de uma situação em que a expressão "apropriação cultural" faça realmente sentido partilhe comigo porque perderei a fé toda na humanidade se essa expressão servir apenas a uns milhares de anormais, pessoas acéfalas que nem de tranças ficam com mais volume de cérebro, que se põem escondidos atrás de aparelhómetros à espera da próxima controvérsia que lhes dê significado à sua insignificante vida.




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4.3.18

Folga de pessoa normal.


 Por acaso nem é grande verdade já que, o meu dia menos preferido da semana é mesmo o Domingo. Mas sabe bem a cada sete semanas ter dois Domingos para estar com o meu marido e visitar ou estar com amigos com trabalhos de segunda a sexta.

Sendo eles uma raridade na vida obrigo-me a aproveitá-los ao máximo, mesmo que o máximo signifique ficar lado a lado no sofá, o dia todo, a ver filmes intercalados com séries.

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23.2.18

Parecem solários mas não são.



Calma!! Eu estou bem... ou pelo menos não pior do que o normal. Pode parecer que venho falar-vos de solários para anéis de cebola, o que não me parece de todo disparatado, já que uma cebola quer-se sempre douradinha e estaladiça, mas sim de "candeeiros" aquecedores de comida. E não, também não é porque a minha comida saia a mim e seja muito friorenta. É apenas um excelente parceiro de cozinha que mantém os nossos cozinhados quentinhos até ao momento de servir. 

Se há coisa que me dana, principalmente agora no frio, é pôr a comida no prato e se não formos a correr tal Nelson Évora em direcção à mesa, como quem vai para a pista de salto, quando nos sentamos e metemos a comida à boca já está ela assim com um calor morninho... E isto se antes eu não me tiver lembrado de pôr um queijinho de entrada e aí é certo que comer o que está no prato ou lamber o interior do frigorífico vai dar no mesmo. Ahh sim!! Eu sei que os amigos que trago cá ao nosso ninho de amor e comidinhas amorosas nunca se queixam mas eu sei muito bem que o primeiro a ser servido, enquanto espera cordialmente pelo 8º prato na mesa, já come tudo gelado.

Soluções? No meu dia a dia, sendo na maioria dos dias nós os dois, aqueço os pratos onde sirvo a comida ou no forno ou ainda com água que aqueço num instante no fervedor de água eléctrico.

Já para as alturas em que há muita amigalhada cá em casa, os pratos são demasiados para caberem no meu forno, não industrial, ou aquecer com água porque também a minha bancada não é igual à da cozinha do Belcanto.

A solução é um destes magníficos "candeeiros" (eu fiz questão de escolher só os bonitos) que mantêm a comida quente tal e qual como os candeeiros nas esplanadas dos cafés de Paris me mantiveram sempre quentinha, e estamos a falar calores tropicais, quando na rua, logo ali ao lado, estavam 6ºC.  
Lâmpada aquecer comida

Lâmpada aquecer comida

Lâmpada aquecedor comida

Lâmpada aquecedora de comida

Lâmpada aquecedora comida

Lâmpada aquecedora comida

Se acham que as lâmpadas LED são caras... E são dos que demoraram uma eternidade até ganhar coragem para comprar uma lâmpada de 10€ para a vossa casa de banho, vão achar estes "candeeiros aquecedores de comida" uma exorbitância... Se os mais baratinhos, que encontrei, custam tanto como sapatos do Onofre, já os mais caros, estão ao nível duma carteira Chanel (mas as pequeninas de pôr moedas). Ainda assim, gosto de sonhar que um dia vou ter um destes úteis e lindos utensílios de cozinha a brilhar na minha divisão preferida da casa.
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