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24.3.18

Pizza Diabrete

Já devem ter reparado que nas boas pizzarias há sempre na lista uma pizza Diabola. Que como sugere o nome é uma pizza quando comemos nos põe a chamar por Deus de tão picante e infernosa que é. Talvez esteja a exagerar um bocadinho vá... É na verdade uma pizza picante, ao contrário da maioria que não o costumam ser.

Nós cá por casa adoramos uma boa Diabola mas ainda não tive tempo para apurar uma boa base de tomate picante. Pelo que, no outro dia, quando decidi em 5 minutos, que ia fazer uma pizza caseira picante  tive que ser um bocadinho trapaceira e assim nasceu a Pizza Diabrete... De nome por ser menos picante que uma Diabola e porque usa uma base de tomate bem matreira.

Antes do truque do molho de tomate base, aproveito para vos dar a receita da minha receita de massa de pizza... Ah sim, esqueçam a massa de pizza verdadeira, fina e italiana... A minha é fofa, alta, quase como massa de pão. Daquela massa de pizza mesmo falsazona mas super gulosa e que tem de levar quilos de recheio por cima.

Receita massa de pizza (média)

ingredientes:

2 chávenas de chá de farinha sem fermento
sal grosso q.b.
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de azeite
Meia carteirinha de levedura seca (+/- 4g)
água morna q.b. (40ºC)

preparação:

Juntar à farinha, o sal, o açúcar e a levedura e misturar tudo bem. Adicionar o azeite e depois aos poucos a água morna. Envolver tudo com a mão, dentro do recipiente, até que se forme uma bola de massa. Polvilhar então, uma superfície lisa com farinha e aí amassar por 2 minutos a massa. Polvilhar com farinha o interior do recipiente, voltar a colocar a massa dentro, cobrir com um pano e deixar repousar em ambiente morno por 15 minutos.

Estender com as mãos até formar uma círculo tosco (são as melhores)

Molho base para Pizza Diabrete

É assim... Este molho é tão fingido que nem lhe posso chamar receita. 

Ingredientes?
Só 3!
3 c.sopa de Ketchup, 1c.café de flocos de piri-piri (pode ser uma malagueta) e uma pitada de sal grosso.

Preparação?
 Num almofariz desfazer toscamente os flocos de piri-piri (pele e sementes) com o sal. Juntar o Ketchup e está feito!!

Depois é abrir o frigorífico botar-lhe em cima tudo o que apetecer e combinar e voilá!



Bom apetite!

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12.2.18

De cerâmica, porcelana, vidro ou madeira... Que importa?! Eu gosto é de pratos!

Se tivesse que pensar um bocadinho a sério sobre as minhas dependências teria de assumir que os pratos são o meu calcanhar de aquiles... Serão talvez a razão que um dia ainda me vai levar para o Pratólicos Anónimos. Quando é que transferi a minha loucura por sapatos para os pratos? Acho que numa altura, há uns poucos de anos, quando o vicio por sapatos deixou de ser financeiramente comportável, ao ponto de se passarem meses sem ter dinheiro para comprar nenhuns. Perceba-se que não estou a chorar sobre o assunto!! E por essa altura, surgiram os pratos.  Podia ter pratos novos todos os meses, afinal de contas há-os dos 1€ até aos milhares de euros (imagino). Cá em casa são sempre comprados aos dois de cada vez... o que faz sentido já que 350 dias dos 365 do ano somos dois. Nos outros 15 dias os nossos amigos e familiares já se habituaram a mesas ecléticas com pratos de cores, formas e estilos salteados. Naturalmente que, quando compro novos 2 pratos, tenho em mente a conjugação com os pratos cá de casa... Digamos que as minhas mesas para as visitas são parecidas com um desfile de moda... pratos diferentes dois a dois mas que parecem saídos da mesma colecção.

Os de madeira eram uma falha na minha cozinha e andava à procura de uns há meses!! Sorte que os Deuses das Fadas do Lar está sempre atento aos meus desejos e arranja sempre forma de me cruzar com os pratos que sonho. Lá estavam eles... Ao lado de uma feira de vinhos, queijos e enchidos, num topo de hipermercado a piscar-me o olho com toda a sua beleza (e ainda para mais com preços cortados 25%).

"Vou só à loja buscar dois pratinhos de madeira que andava há imenso tempo à procura... São tão lindos" (e sim, imaginem esta frase com um ar de criança que acabou de encontrar o brinquedo preferido)

"Mais pratos?!?"

"São de madeira. Não temos!"

Na conversa com o meu marido já eu sabia que ia trazer quatro pratinhos de madeira... Mas é daquele tipo de omissão que fazemos para evitar sofrimento desnecessário. Um bocadinho quando compramos (mesmo que seja pago com o dinheiro do nosso trabalho) uma peça de roupa nova de 59,99€ e lhes dizemos que custou 50€.

Wood Plates

E assim, vieram para a minha cozinha quatro novos habitantes (os mais resistentes pratos, à prova de lascadas e quedas no chão). Dois médios e dois de mais pequenos. Ficaram lá tantos outros que queria ter trazido, e ainda mais umas quantas tábuas de servir maravilhosas mas a contenção é uma das minhas maiores virtudes adquiridas. 

Estes são portugueses, da Gradirripas, uma empresa de 1885, já aqui do lado, em Santarém. A arte da criação é portuguesa, assim como a madeira de pinheiro que serve de matéria-prima. E ainda há uma preocupação especial na proveniência dessa madeira. Garantindo que provém de madeireiras sustentáveis e controladas. 

Acreditem que já vi MUITOOOOOS pratos de madeira por esse Instagram culinário fora e estes são sem dúvida dos mais bonitos e bem acabadinhos que já vi.
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1.9.17

Receita de Ceviche de Salmão, Maracujá e Lima



Eu ia começar por escrever: "se sabem que vão ter convidados inesperados assim de repente, e querem fazer uma entrada rápida aqui vai...". Mas logo no segundo a seguir disse para mim "quem queres enganar tu Andreia?". Sim, é verdade que a preparação demora 10 minutos mas também é certo que a maioria não tem as limas, o maracujá e o filete de salmão por coincidência, tudo ao mesmo tempo, no frigorífico. Eu cá não costumo ter.

Assim, é sim uma excelente entrada para se fazer num instantinho, mas que requer uma visita a uma frutaria e a uma boa peixaria (não vale Salmão com sabor a lodo).

Ceviche de Salmão, Maracujá e Lima

ingredientes:
100g de filete de salmão
1 maracujá
1 lima
1 malagueta
flor de sal e pimenta q.b.

preparação:

Cortar em cubinhos pequenos tiras de filete de salmão. Atenção às espinhas. Sintam com a ponta dos dedos a filete de forma a garantirem que as retiram todas (mesmo que para isso tenham que usar a pinça das sobrancelhas, se não tiverem uma de peixe)
Deitar por cima a polpa do maracujá e o sumo da lima.
Picar muito miudamente uma malagueta (ou usar flocos de malagueta que se compram já preparados) e usar para temperar, juntamente com a flor de sal e pimenta a gosto.
Envolver e reservar no frio, coberto para não secar, até ao momento de servir.

Servir em tostinhas ainda mornas de pão torrado no forno, em fio de azeite e sal.


Até para "torcedores de nariz a peixe" como um certo homem de 1,90m que conheço, são deliciosos (que ele bem me disse que comia só duas tostinhas para me fazer a vontade e depois comeu mais).
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4.5.17

Receita de puré de favas


Aquele puré dum verde perfeito é um puré de favas, debulhadas pelas minhas mãozinhas e oferta duma colega de trabalho do meu Rui que sabe o que eu gosto de ingredientes da época (obrigada Paulinha).

"Nhac!! Nem quero saber que detesto favas!" 
Esperem, não vão embora já, dêem uma oportunidade a esta receita. O meu Rui comeu favas e nem deu por ela... Ih ih ih!!!

Dizia ele ontem à noite, quando referi o puré de favas do almoço: "Favas!!! Espera lá... sua cabra..." (daquelas cabras anãs fofinhas e carinhosas que todos gostávamos de ter)..." Por essa altura já eu me estava a rir à gargalhada com jeitos de bruxa má da história da Branca de Neve.
"Aquilo era de favas?! Enganaste-me! Eu não gosto de favas!!". 
"Ai sim? E gostaste ou não gostaste?" 
"Gostei, estava muito bom."
"Pois..." Erguendo os olhos em direcção à testa como quem diz sou um espectáculo!! E toda contente por ter conseguido fazer o Rui comer leguminosas que fazem tão bem à saúde.

O truque? Nunca falar a palavra favas, dar-lhes muito sabor e descaracterizá-las. Assim, como o Jaguar que passou a acelerar por vós e afinal era o carro da Brigada de Trânsito.

PURÉ DE FAVAS e pozinhos

ingredientes:

Paínho do bom (6 rodelas)
Gengibre (uma porção a gosto, não mais que 1c. sopa)

500g de favas, já descascadas
3 c.sopa de manteiga sem sal
leite (1 chávena chá)
noz-moscada q.b.
pimenta
sal q.b.

preparação:

Fatiar 6 rodelas grossinhas de paínho, dispo-las num pirex e salpicá-las com gengibre ralado. Levar ao forno a 160 graus, previamente aquecido.

Depois de descascadas as favas, escaldá-las dando-lhes um duche com água fervente e escorrendo-as no escorredor. Colocá-las a cozer em água previamente fervida e temperada de sal. (É importante que assim o façam para manter a cor verde bonita das favas.)
As favas da época cozem num instante (estão cozidas quando as picam com a ponta da fica e elas não oferecem resistência). Em 20 minutos estão prontas.
Escorrer e deitá-las para dentro dum robot de cozinha.
Acrescentar o leite quente, a manteiga, a noz moscada e a pimenta.
Bater tudo até obter um puré.
Levar ao lume brando rectificar de sal e se estiver muito espesso acrescentar mais um pouco de leite quente. Reservar.

Atenção: Se as favas forem muito tenrinhas o puré fica praticamente pronto após ser batido no robot de cozinha. Caso contrário, as peles terão de ser separadas do puré fazendo passar o puré por um passador (como aconteceu comigo). Se quiserem evitar este passo descasquem previamente as favas. Nada de servir o puré com casca dura porque será uma experiência sensorial idêntica a comer sopa de alho-francês velho ou feijão verde cozido com fios.

Entretanto retiraram-se as rodelas do painho do forno, agora estaladiças e com as beirinhas meio queimadas, deixando-as arrefecer e cortando-as em pedacinho estaladiços. Reservar a gordura que se libertou para o pirex.

Dispor, sempre (se for para os enganar), o puré no fundo do prato, salpicá-lo generosamente com o painho estaladiço, colocar por cima um bom pedaço, ou pedaços, de carne de codorniz (frita), frango (frito), borrego (grelhado) ou porco (grelhado ou frito), salpicar com a gordura do painho que reservámos anteriormente e acompanhar com arroz para completar o teor proteico do prato.


E agora, já estão os que adoram toda a comida a esfregar as mãozinhas e a pensar quando irão fazer a receita. E estão os "saudáveis" a dizer: "Aí que os chouriço e a manteiga fazem tão mal!! E tem lactose e tem glúten e tem gordura!!! Pois tem isso tudo que a cozinha é minha e eu é que mando no que como. E uma coisa é certa antes arranjar uma opção um bocadinho mais gordurosa e deliciosa duma excelente leguminosa que fazer sempre batatas fritas. 
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27.3.17

O utensílio da semana: Escumadeira

Este utensílio de cozinha foi daqueles que só percebi como se dizia já devia ter uns 25 anos. É daquelas palavras que as pessoas dizem tão depressa e que tem tantas semelhanças com outras que para uma pessoa, como eu principalmente, é coisa para gerar confusões durante anos (como quando descobri que não se dizia "partida, LAGARTA, fugida" aos 16 anos). Depois de anos a aprender como se dizia descobri que afinal da maneira que dizia também estava certo... A porra da língua portuguesa é mesmo traiçoeira!! ESCUMADEIRA ou ESPUMADEIRA são duas designações correctas para este utensílio, imprescindível, de cozinha. Este comprido utensílio deve o seu nome à sua utilização principal, mas que hoje acaba por ser a menos significativa, - retirar a espuma que se forma a superfície em frituras, caldos ou sopas por exemplo (nota: escuma era espuma nos antigamentes).

Se ainda não se aperceberam da importância e utilidade deste é porque não têm a escumadeira dos vossos sonhos culinários. E olhem, que não é exagero dizer, que faz toda a diferença escolher a escumadeira certa. Há três tipos, pelo menos que eu conheça, de escumadeiras. São elas...

Escumadeiras de Arame (SELO PAPOILA)

Escumadeira de Nylon
Escumadeira de Alumínio

As de arame são sem sombra de dúvida as minhas favoritas, porque servem para várias coisas e são fáceis de lavar. Uso tanto a minha que é um daqueles utensílios que quero ter em duplicado. Isto, porque durante um dos meus cozinhados posso usar uma para retirar fritos do óleo e uma outra para retirar alimentos a ferver em água. São óptimas porque apanham muitos alimentos ao mesmo tempo, sem os partir ou esborrachar, ficando bem escorridos de óleo, água ou outro liquido onde estivessem mergulhados. E depois lavam-se num instante com uma esponja e um bocadinho de detergente. Só há que ter o cuidado de não lavar com esfregão de aço para não ficarem fios de aço presos ao utensílio. Coisa que é perigosíssima para a saúde das pessoas se for cair no vosso prato. Prometo que quando tiverem uma destas não vão querer mais nenhuma outra na vossa cozinha.

As de nylon e alumínio servem mais para o propósito inicial da sua criação, escumar. Como podem ver pela imagem são muito mais rasas, o que dificulta apanhar alimentos a boiar em líquidos, mas são as melhoras para retirar a espuma que se forma em algumas técnicas de cozinhar. A de nylon tem a vantagem de não riscar os tachos, panelas e frigideiras mas a de metal são mais fáceis de lavar e escorre melhor os líquidos.

Se eu pudesse, e fosse uma espécie de Oprah ou Ellen Degeneres, oferecia uma Escumadeira de Arame, a todos os apaixonados por cozinhar deste mundo.
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21.2.17

Numa Rapidinha mas Delicioso

Nem todas as receitas têm que demorar horas a ser preparadas para serem deliciosas. Se bem que as demoradas são as minhas preferidas porque me permitem mergulhar por completo nas coisas da cozinha e assim abstrair-me do mundo à minha volta... sim, acaba por ser a minha forma de meditar. Mas continuando... há comida feita numa rapidinha que pode ser cheinha de sabor. Esta surgiu dumas asinhas de frango e duma fome imensa após um dia de trabalho... 


"Asinhas Gulosas Picantes de Frango,
 com Arroz de Açafrão e Molho de Iogurte Grego"

Ingredientes:
1kg de Asinhas de frango (partidas a meio)
1 Limão
2 colheres de sopa de Açúcar Amarelo
1 dente de Alho
2 Malaguetas secas (das pequeninas bem picantes)
4 colheres de sopa de Óleo 
Sal q.b.
4 pezinhos de Coentros

Preparação: 
Ligar o forno nos 160 graus.
Num copo misturador ou num recipiente onde possam usar a varinha mágica, juntar e triturar o sumo do limão, o açúcar, o alho, as malagueta e o sal. Juntar, mantendo a varinha a trabalhar, num fio continuo o óleo. Resultando numa emulsão (uma coisa assim como um liquido com mais corpo e viscoso) ao qual se juntam os coentros picados (sem triturar). 
Colocar num tabuleiro de forno as asinhas e dar-lhes um bom banho com a marinada anterior... massagem incluída. Comida com amor tem de ser tocada sem medos ou nojos.
Colocar no forno, pré-aquecido a 160 graus, por 20 minutos. Após os quais, aumentamos a temperatura para os 180 para caramelizar, toda a gulodice da marinada, por mais 15 minutos.

No entretanto preparar o Arroz de Açafrão: 
Cobrir o fundo duma cacarola com Azeite e 2 colheres de café de Açafrão. Deixar fritar por uns segundos (cuidado para não queimar mantendo o tom amarelo mostarda e não deixar passar a laranja acastanhado). Verter uma chávena de chá de Arroz e deixar fritar, até começarem a ouvir aquele sonzinho de pipocas a saltar, altura em adicionamos 2 chávenas de Água a ferver e temperaramos de sal. Deixar cozinhar em lume médio até ficar sem água e tapar depois do lume já desligado.
Na hora de servir polvilhar com Sementes de Papoila (também podem ser outras sementes como chia por exemplo) para adicionar crocante divertido à receita.

Enquanto o Arroz cozinha e as Asinhas estão a caramelizar preparar o
  Molho de Iogurte Grego:
Num recipiente juntar um Iogurte Grego (com iogurte natural também fica bom só que menos cremoso), uma pitada de Sal, um dente de Alho pequeno ralado e um pé de Coentros partido aos pedacinhos com a mão.

Servir como apresentado em cima para que toda a frescura e atrevimento do molho fresco de iogurte se envolva com a malandrice gulosa e picante das asinhas e o sabor térreo com surpresas estaladiças do arroz de açafrão.

Feito Com Amor
Bom Apetite!

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9.2.17

Um vinagre, um azeite, um sal ou mesmo uma pimenta... é raro.

Ontem, dizia-me uma ex formanda "Eu também gosto muito de cozinhar mas você... Faz umas coisas... eu até mostro as fotos à minha irmã e pergunto-lhe "mas como é que ela se lembra destas coisas?"". Eu respondo sempre da mesma forma: "Porque gosto. Porque é feito com amor.". Mas também porque sou curiosa, porque me inspiro noutros cozinheiros. Porque vou absorvendo de programas televisivos de culinária quais os parceiros ideais na cozinha. Por exemplo, eu sei que tomate liga com oregãos. Então exploro essa combinação das maneiras que me for lembrando, por mais tontas que pareçam. Cozinhar com alma é isso... É experimentar, provar coisas diferentes, arriscar (também há receitas que me correm muito mal), não me agarrar ao seguro. Pegar na minha história e usar os ingredientes de sempre e ir escrevendo novas histórias, juntando as histórias dos outros e combinando ingredientes de sempre com os novos, e fabulosos, que vou conhecendo.

Assim, na minha cozinha, raramente há um vinagre, um azeite, um sal ou mesmo uma pimenta. Hoje foi dia de comprar vinagre...


E lá vêm 3 vinagres a juntar ao balsâmico e ao vinagre de tomate de Ribatejo que está no armário dos temperos. Ali, o de fambroesa, é novidade para mim e já estou desejosa de o experimentar... hummm está a nascer uma sobremesa na minha cabeça.

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25.1.17

Receita Nova: Bacalhau Espiritualão


Esta receita apresenta-se numa caixa de plástico com as azeitonas mirradas propositadamente. É comida da marmita para o trabalho e por lá não há tempo nem condições para pratos decorados. Já o sabor... Esse não se perde mesmo ao "lume dum microondas".

Ando aqui um bocadinho às voltas a pensar se lhe posso chamar bacalhau à espiritual... Tem cenoura? Sim. E daí ter partido do principio que era o que estava a fazer. Mas como não sei o que leva o resto da receita do prato clásssico e original não sei se é muito correcto dar-lhe essse nome. Assim, para não ferir os mais puristas cozinheiros chamei-o de 

"Bacalhau Espiritualão".

Ingredientes:
Bacalhau Cozido, pode ser o de ontem ou o do inicio da semana que sobrou (2 postas)
6 Batatas Médias Cortadas Em Cubos Grandes.
4 Cenouras raladas, usei fresquinhas com rama mas pode ser das depiladas
1 Dente De Alho
1 Cebola Média em meias rodelas
Azeite q.b.
Natas Ácidas (as que uso são do Aldi)
2 Fatias de Bacon Fumado Cortado em Quadradinhos. 
SalPimenta Preta e Branca e Noz-Moscada q.b.
Manteiga Sem Sal para untar.
Azeitonas para guarnecer.
1 Ovo para pincelar
Sementes de Sésamo

Preparação:
A preparação consiste em fazer o puré de batata, o refogado com o bacon e o bacalhau com as natas ácidas e juntar tudo num tabuleiro para ir ao forno.

Cozer as batatas em água sal e juntar na água as ramas da cenoura (não deixem de fazer a receita porque as vossas cenouras são depiladas). As ramas adicionam um toquezinho verde à receita. Depois de cozidas escorrer a água e as ramas e triturar as batatas com a varinha mágica. Envolver no puré as cenouras raladas (cruas).

Cobrir o fundo de uma frigideira funda com azeite, e fazer um refogado com o alho, a cebola e o bacon. Deixar o bacon alourar e libertar parte das gorduras, tão nhami, e juntar o bacalhau desfiado. Temperar de sal (atenção que se o bacalhau estiver para o salgado reduzir no sal), pimenta preta e branca moída e noz-moscada. Envolver e juntar as natas ácidas até começarem a borbulhar mas sem deixar ferver. Rectificar tempero.

Juntar ao preparado anterior as batatas e as cenouras. Envolver muito bem e dispor num tabuleiro de forno untado de manteiga ou se quiserem que fique mais bonito, em pequeninos recipientes de forno de doses individuais.

Pôr no forno pré-aquecido a 160ºC durante 15minutos. Retirar do forno, pincelar com ovo batido, temperado de sal e pimenta, polvilhar com as sementes de sésamo e guarnecer com azeitonas a gosto. Aumentar a temperatura do forno para os 170ºC e voltar a colocar o tabuleiro agora numa posição mais elevada do forno, para alourar. 

Está pronto quando estiver bem amarelo e douradinho.
Acompanhar com uma salada de tomate e oregãos.

Feito Com Amor
Bom Apetite!


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13.1.17

Já Tenho Um Portfolio Bem Respeitável e LINDO!!

Cada vez gosto mais de cozinhar. Cada vez sinto mais confiança para experimentar coisas novas. Cada vez faço pratos mais saborosos e lindos. E agora, quando há tempo, os meus pratos deixaram de ser só conduto e acompanhamento.

A melhor forma de o ilustrar é mostrando-vos, se é que não me seguem no Instagram, o que se nascido nesta minha linda cozinha...








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5.9.16

Um Manjerico, um Vinagre e Inspiração

É tudo, ou os ingredientes principais, do molho simples e delicioso que criei para acompanhar peixe grelhado. Passo a passo a receita no meu canal de YouTube.




Sirvam-se à vontade! 
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1.9.16

A culpa é do GALLO.

O GALLO cantou e eu não resisti ao mundo dos posts em vídeo... Só porque há coisas que escritas não sabem ao mesmo. 

A Impressão da Papoila agora também no YouTube. O mote foi a minha impressão sobre o Azeite Extra Virgem Late Harvest da GALLO.



Agora é só ver para querer...




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22.11.15

A colher de pau é minha, mexo com ele o que quiser #6

Frigorífico com bocadinhos de tudo é o melhor do meu mundo culinário. Junto-lhes um bocadinho de pózinhos de perlimpimpim, neste caso farinha, e sabor e temos o melhor dos brunchs.  

Esta "Mini-pizza de queijo Camembert e figos bêbedos" e "Pãezinhos de azeitona" foram feitos assim - com poucos ingredientes mas muito amor.


Pãezinhos de Azeitona

Fiz uma massa de pão, muito rápida e simples (para quem não tem medo de sujar as mãos). Tudo o que leva é 2 chávenas de chá de farinha tipo 65 (Nada de farinhas de fazer bolo. É preciso uma farinha dura, literalmente para obterem uma massa bem massuda), 1 colher de sobremesa de sal grosso1 colher de sobremesa de açúcar, 1 colher de sopa de azeite, oregãos q.b., metade de um pacote de levedura seca* e água morna q.b.. Juntar todos os ingredientes secos e o azeite numa tigela funda. Adicionar aos poucos água morna e ir amassando até obter uma bola que de despegue da tigela. Pulverizar farinha para que fique bem seca e fácil de amassar. Amassar com força numa superfície dura e fazer uma bola. Reservei numa tigela pulverizada com farinha e cobri, para crescer, enquanto fiz o resto da receita.
Cortei pedaços grosseiros de azeitonas, depois de as descaroçar (eu faço com uma faca). Mas azeitonas das boas mesmo. Retalhadas, saborosas, bem salgadinhas. Proibido usar pretas que não têm sequer sabor de azeitona. Piquei um dente de alho e um raminho pequeno de salsa. Juntei uvas passas pequeninas e salteei tudo numa frigideira, com um fio de azeite e pimenta branca q.b., por  2 minutos, para libertar sabores.



Parti a massa que fiz em duas metades. Uma das metades parti em dois e fiz discos toscos com as mãos. Coloquei o recheio de azeitona, sem medo de ser generosa, humedeci a massa à volta, para servir de cola e fechei os pãezinhos. Com o indicador pressionei a massa para fazer um "bordado gastronómico".


Mini-Pizza de queijo Camembert e figos bêbedos.

Gosto de cozinhar com coisas boas da época e das melhores coisas desta época são os figos secos. Quando fui à mercearia comprar farinha trouxe uma maxinha deles já a pensar usá-los na minha pizza Outonal... Pelo caminho comi metade.
Quando cheguei a casa, ainda antes de começar a massa de pizza, cortei uns quantos ao meio e deixei-os a beber dum aperitivo francês que temos cá em casa (Podem usar um qualquer colheita tardia ou mesmo um bom dum moscatel).
A metade da massa que sobrou abri, com as mãos, de forma a a fazer uma base de mini-pizza tosca. Depois foi decorá-la com coisas boas: pedaços de queijo Camembert, quartos de tomate cereja, tirinhas de pimento amarelo, o que sobrou do salteado de azeitonas e os figos bêbedos. Temperei com sal grosso (Sim. Uma pizza deve sempre ser temperada com sal.) Levei tudo ao forno pré-aquecido por 15 minutos, a 200º, durante 15 minutos. Enquanto isso, fiz a boa da salada mista com sementes e voilá! Depois de sair do forno, temperar a pizza com um fio de azeite extra-virgem.


Em menos de 45 minutos um brunch delicioso que acompanhado com o Saramago, o vinho alentejano não o livro, foi a refeição perfeita para comermos no sofá num Domingo frio e chuvoso como o de hoje.


Não se acanhem se vos faltar algum ingrediente ou mesmo dois ou três, o truque é juntar ingredientes que sabem que combinam. Alguma questão eu estou sempre por aqui para as esclarecer aimpressaodapapoila@gmail.com.

* A levedura seca vende-se numa caixa com 6 pacotinhos. Geralmente está perto das folhas de gelatina, no corredor das sobremesas.

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19.10.15

Finalmente!

Nem imaginam o monte de nervos que tenho vindo a acumular desde que deu a última temporada do Masterchef Austrália... 


Pelo caminho ainda me forcei a ver os outros (dito com os dois sentidos) Masterchef's que foram dando mas nenhum me chegou ao coração como o Austrália. O Americano parece mais um daqueles reality shows, tipo Bad girls, onde anda tudo a ver se lixa o outro e com facas, colheres, pratos, tachos e o Gordon Ramsay pelo meio.  O Canadiano... bem como dar a opinião sem ser horrivelmente má? Começando pela voz irritante de um dos apresentadores e do ar de mau, muito farsola, dum outro e acabando nas fraquinhas receitas que por lá se fazem... O pior de todos. Ainda dei uma oportunidade ao Espanhol a pensar "deve ser fixe porque temos uma cozinha com algumas semelhanças"... Mas não foi. Gostei da apresentação e da energia do programa mas parece que estão sempre a cozinhar lentilhas e alcachofras. Depois tivemos o nosso... e eu só pensava "mas porque raios os jurados parecem estar todos a fazer papel de Gordon Ramsay?!". É tudo demasiado forçado o que me tirou logo a vontade de ver o programa, independentemente de haver concorrentes bons.

Adoro, amo de paixão de colher de pau, o meu Masterchef Austrália porque nada parece uma farsa. É tudo tão natural na postura dos apresentadores e dos concorrentes. Estes estão sempre concentrados em ser melhores e são amigos uns dos outros. Há desafios verdadeiramente malucos onde se cozinham coisas UAU! As comidinhas dão, todas sem excepção, vontade de comer. E quando o acabo de ver só me apetece cozinhar. Há dias em que me levanto do sofá e cozinho inspirada com o que encontrar no frigorífico e dispensa e outros em que me meto no carro e vou comprar aquele bife de 5cm para replicar um prato.
Eu tenho tantas saudades dessa inspiração e sei mais quem tem... né amor? 

No outro dia, numa coincidência maluca, tive uma cliente australiana, lá na loja. Fiz a típica conversa que faço quando conheço alguém australiano "Oh! I love Masterchef Australia!", com um ar de entusiasmo que assustaria qualquer um, caso os australianos não fossem uns grandes "mates" descontraídos. Dessa vez, fui surpreendida. Quem diria que conheceria a comadre do George Calombaris (um dos apresentadores) nas Caldas-da-Rainha. O mundo é mesmo uma ervilha... com ovos escalfados e bocadinhos de bacon. Talvez num destes dias a vida me surpreenda novamente e me leve à Austrália... sonhar é de borla.

Começa hoje a nova temporada, na Sic mulher, e eu já o tenho a gravar... e desconfio que quando sair do trabalho às onze da noite não me deito enquanto não vir o primeiro episódio.
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