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24.3.18

Pizza Diabrete

Já devem ter reparado que nas boas pizzarias há sempre na lista uma pizza Diabola. Que como sugere o nome é uma pizza quando comemos nos põe a chamar por Deus de tão picante e infernosa que é. Talvez esteja a exagerar um bocadinho vá... É na verdade uma pizza picante, ao contrário da maioria que não o costumam ser.

Nós cá por casa adoramos uma boa Diabola mas ainda não tive tempo para apurar uma boa base de tomate picante. Pelo que, no outro dia, quando decidi em 5 minutos, que ia fazer uma pizza caseira picante  tive que ser um bocadinho trapaceira e assim nasceu a Pizza Diabrete... De nome por ser menos picante que uma Diabola e porque usa uma base de tomate bem matreira.

Antes do truque do molho de tomate base, aproveito para vos dar a receita da minha receita de massa de pizza... Ah sim, esqueçam a massa de pizza verdadeira, fina e italiana... A minha é fofa, alta, quase como massa de pão. Daquela massa de pizza mesmo falsazona mas super gulosa e que tem de levar quilos de recheio por cima.

Receita massa de pizza (média)

ingredientes:

2 chávenas de chá de farinha sem fermento
sal grosso q.b.
1 colher de sopa de açúcar
1 colher de sopa de azeite
Meia carteirinha de levedura seca (+/- 4g)
água morna q.b. (40ºC)

preparação:

Juntar à farinha, o sal, o açúcar e a levedura e misturar tudo bem. Adicionar o azeite e depois aos poucos a água morna. Envolver tudo com a mão, dentro do recipiente, até que se forme uma bola de massa. Polvilhar então, uma superfície lisa com farinha e aí amassar por 2 minutos a massa. Polvilhar com farinha o interior do recipiente, voltar a colocar a massa dentro, cobrir com um pano e deixar repousar em ambiente morno por 15 minutos.

Estender com as mãos até formar uma círculo tosco (são as melhores)

Molho base para Pizza Diabrete

É assim... Este molho é tão fingido que nem lhe posso chamar receita. 

Ingredientes?
Só 3!
3 c.sopa de Ketchup, 1c.café de flocos de piri-piri (pode ser uma malagueta) e uma pitada de sal grosso.

Preparação?
 Num almofariz desfazer toscamente os flocos de piri-piri (pele e sementes) com o sal. Juntar o Ketchup e está feito!!

Depois é abrir o frigorífico botar-lhe em cima tudo o que apetecer e combinar e voilá!



Bom apetite!

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13.2.18

Aquele truque que impressiona todas as papilas.

Apesar de eu ser a primeira a adorar fazer receitas que demoram um dia inteiro a preparar. Como os dias inteiros são escassos, e há dias que só permitem pouco mais de uma hora de cozinha, eu tenho sempre umas "receitas" truque. Quase que não podem levar todas as letras da palavra receita, porque são mais pequenos acompanhamentos. Eles acompanham ou temperam bem jantares com amigos inesperados ou comida feita em 30 minutos. E são fogo de artifício para qualquer papila gustativa. 

Partilho a primeira, que não demora mais de 15 minutos a fazer e é excelente para temperar sopas de legumes, caldos de carne, peixe, um simples molho de tomate, a temperar uma salada de alface, sementes e feta, um ovo escalfado... Pensem onde ficaria bem linguiça (e não vale dizer tudo só porque gostas muito dum bom chouriço) e acrescentem-lhe esta...


Linguiça Perfumada de Gengibre

4 pessoas
pré-aquecer forno a 170ºC

ingredientes
1/2 linguiça cortada em cubinhos pequenos
1 c. sopa de gengibre fresco ralado no momento
Raspa de 1 limão pequeno
Sumo de 1/2 limão.

preparação
Num pirex pequeno, próprio para o forno, juntar todos os ingredientes, envolvendo-os, e levar ao forno pré-aquecido cerca de 10 minutos.

Chorizo and ginger

Pronto!

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1.9.17

Receita de Ceviche de Salmão, Maracujá e Lima



Eu ia começar por escrever: "se sabem que vão ter convidados inesperados assim de repente, e querem fazer uma entrada rápida aqui vai...". Mas logo no segundo a seguir disse para mim "quem queres enganar tu Andreia?". Sim, é verdade que a preparação demora 10 minutos mas também é certo que a maioria não tem as limas, o maracujá e o filete de salmão por coincidência, tudo ao mesmo tempo, no frigorífico. Eu cá não costumo ter.

Assim, é sim uma excelente entrada para se fazer num instantinho, mas que requer uma visita a uma frutaria e a uma boa peixaria (não vale Salmão com sabor a lodo).

Ceviche de Salmão, Maracujá e Lima

ingredientes:
100g de filete de salmão
1 maracujá
1 lima
1 malagueta
flor de sal e pimenta q.b.

preparação:

Cortar em cubinhos pequenos tiras de filete de salmão. Atenção às espinhas. Sintam com a ponta dos dedos a filete de forma a garantirem que as retiram todas (mesmo que para isso tenham que usar a pinça das sobrancelhas, se não tiverem uma de peixe)
Deitar por cima a polpa do maracujá e o sumo da lima.
Picar muito miudamente uma malagueta (ou usar flocos de malagueta que se compram já preparados) e usar para temperar, juntamente com a flor de sal e pimenta a gosto.
Envolver e reservar no frio, coberto para não secar, até ao momento de servir.

Servir em tostinhas ainda mornas de pão torrado no forno, em fio de azeite e sal.


Até para "torcedores de nariz a peixe" como um certo homem de 1,90m que conheço, são deliciosos (que ele bem me disse que comia só duas tostinhas para me fazer a vontade e depois comeu mais).
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15.7.17

Receita Muffins de Banana, Aveia e Chocolate


Nestes dias, de calor há uma tragédia que assola todas as cozinhas... as bananas amadurecem à velocidade do vento. Cá em casa não é diferente e já andava para ali um cacho a pedir salvação há uns dias. Outro ingrediente que também abundava na despensa era aveia. Eu sei que a maioria apregoa que é umas das 7 maravilhas dum pequeno-almoço saudável mas a aveia, crua, a mim é coisa para me dar cólicas durante uma semana seguida. Lembrei-me então que talvez cozinhada me deixasse em paz. 
Tinha de cabeça, por alto, uma receita base de aveia e banana e depois foi só juntar uns pózinhos de pirlimpimpim...

Muffins de Banana, Aveia e Chocolate Negro

ingredientes:
2 bananas madurinhas
1 iogurte grego natural, sem açúcar
2 ovos

2 chávenas flocos de aveia
3 colheres rasas de sopa de açúcar amarelo
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 colher de chá de fermento
Sal q.b.

1 colher de sopa de bagas goji
150g de chocolate negro 70%
Framboesas, mirtilhos ou groselhas

Pantagruel é o chocolate culinário preferido da minha cozinha... Não só pela qualidade e sabor mas porque tem óptima estabilidade quando cozinhado.

Preparação

Pré aquecer o forno a 180°C;
Num copo liquidificador, grande, bater as bananas, com o iogurte e os ovos;
Adicionar de seguida a aveia, o açúcar, o fermento, o bicarbonato e o sal e voltar a bater muito bem (é de esperar uma massa liquída);




Picar o chocolate grosseiramente e as bagas goji picar ou deixar inteiras, envolvendo-os depois, sem bater, na massa com uma colher;



Verter em formas previamente, untadas, forradas com papel vegetal, ou utilizar formas de silicone directamente (das melhores invenções em utensílios de cozinha dos últimos anos);
Premiar cada forminha com um framboesa (ou um outro fruto vermelho à escolha);
Colocar no forno durante 15 minutos;


Deixar arrefecer um bocadinho antes de desenformar;
 Comer ainda morninhos quando o chocolate ainda está meio derretido.


É daqueles bolinhos que tudo o que precisam é dum copo de leite fresquinho, e coragem para resistir comer 5 duma vez.

Nota (para eventuais enfermeiras caseiras): também são à prova de dietas moles.
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15.6.17

Receita: Embrulhinhos de Tomate Seco e Manjericão


Talvez a receita mais simples, rápida e saborosa que já criei. Excelente para visitas inesperadas e pouco tempo para fazer um vistaço. O tempo que poupam na confecção dá para ir comprar algum dos ingredientes que vos falte aí na despensa. 

Embrulhinhos de Tomate Seco, Manjericão e Mozarella

ingredientes:

Massa quebrada
1 embalagem de Mozarella fresca 
1 ramo de Majericão (picado deve dar 3 c. de sopa)
Tomate seco ao sol (uma mão cheia)
Sal e pimenta q.b.


Para temperar Azeite e Queijo Feta

Nota: O tomate seco pode ser encontrado em mercearias com frutos secos, na praça ou mesmo em alguns supermercados. Estes são chucha e comprei-os na Praça da Fruta das Caldas, no mesmo senhor que vende as azeitonas, chás e frutos secos.

preparação:

Para dentro duma tigela desfazer a mozarella (eu usei uns restinhos que tinha mais meia embalagem mas uma embalagem é suficiente), juntar o manjericão fresco picado finamente e os tomates secos picados grosseiramente.
Temperar de sal e pimenta e envolver, com a mãos, muito bem.




 Marcar, com o auxílio dum anel próprio ou, como eu, com a borda de uma caixa de plástico ou de uma tigela de pequeno almoço, a massa quebrada. 

Dispôr bolinhas do preparado nos círculos de massa. 

Humedecer as margens com água (vai servir de cola)


Fechar os círculos puxando as margens para cima, formando pequenos e amorosos embrulhinhos.

Untar o fundo de uma, ou várias formas de ir ao forno, com um bocadinho de manteiga.


Levar ao forno a 180ºC até que as pontinhas dos embrulhos fiquem douradinhas.
Servir temperando com lasquinhas de queijo feta, delicioso e salgadinho, e um fio de azeite virgem extra.

Depois só têm de ficar sentados a ouvir: "O que é isto? É muito bom!!"



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9.6.17

Como intensificar sabor numa receita simples?

Um receita simples de massa italiana com carne, cogumelos e molho de tomate pode subir de nível, em intensidade e complexidade de sabor usando técnicas muito simples. Aqui dou-vos um exemplo onde no lugar de usar os cogumelos e os legumes crus, antes dei-lhes um sabor extra. 

Cogumelos grelhados com sal e salva e pimento assado na chama.

Esparguete normalíssimo.

Courgette grelhada e 2 hamburguers marcados na grelha mas crus no centro.

O molho de tomate é o da receita do post aqui.

Queijo forte ralado (Nisa neste caso).




Uma companhia que se mostrou ser o par perfeito desta massa cheia de complexidade, sabor e força - Espumante Blanc de Blancs Sec de Quinta dos Carapeços. A bolinha fininha e uma frescura com corpo casaram lindamente com o sabor ácido, doce e fumado da massa.


Como vêm não são precisos grandes acrobacias, utensílios ou ingredientes para fazer "crescer" uma receita... basta uns truques simples.
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4.5.17

Receita de puré de favas


Aquele puré dum verde perfeito é um puré de favas, debulhadas pelas minhas mãozinhas e oferta duma colega de trabalho do meu Rui que sabe o que eu gosto de ingredientes da época (obrigada Paulinha).

"Nhac!! Nem quero saber que detesto favas!" 
Esperem, não vão embora já, dêem uma oportunidade a esta receita. O meu Rui comeu favas e nem deu por ela... Ih ih ih!!!

Dizia ele ontem à noite, quando referi o puré de favas do almoço: "Favas!!! Espera lá... sua cabra..." (daquelas cabras anãs fofinhas e carinhosas que todos gostávamos de ter)..." Por essa altura já eu me estava a rir à gargalhada com jeitos de bruxa má da história da Branca de Neve.
"Aquilo era de favas?! Enganaste-me! Eu não gosto de favas!!". 
"Ai sim? E gostaste ou não gostaste?" 
"Gostei, estava muito bom."
"Pois..." Erguendo os olhos em direcção à testa como quem diz sou um espectáculo!! E toda contente por ter conseguido fazer o Rui comer leguminosas que fazem tão bem à saúde.

O truque? Nunca falar a palavra favas, dar-lhes muito sabor e descaracterizá-las. Assim, como o Jaguar que passou a acelerar por vós e afinal era o carro da Brigada de Trânsito.

PURÉ DE FAVAS e pozinhos

ingredientes:

Paínho do bom (6 rodelas)
Gengibre (uma porção a gosto, não mais que 1c. sopa)

500g de favas, já descascadas
3 c.sopa de manteiga sem sal
leite (1 chávena chá)
noz-moscada q.b.
pimenta
sal q.b.

preparação:

Fatiar 6 rodelas grossinhas de paínho, dispo-las num pirex e salpicá-las com gengibre ralado. Levar ao forno a 160 graus, previamente aquecido.

Depois de descascadas as favas, escaldá-las dando-lhes um duche com água fervente e escorrendo-as no escorredor. Colocá-las a cozer em água previamente fervida e temperada de sal. (É importante que assim o façam para manter a cor verde bonita das favas.)
As favas da época cozem num instante (estão cozidas quando as picam com a ponta da fica e elas não oferecem resistência). Em 20 minutos estão prontas.
Escorrer e deitá-las para dentro dum robot de cozinha.
Acrescentar o leite quente, a manteiga, a noz moscada e a pimenta.
Bater tudo até obter um puré.
Levar ao lume brando rectificar de sal e se estiver muito espesso acrescentar mais um pouco de leite quente. Reservar.

Atenção: Se as favas forem muito tenrinhas o puré fica praticamente pronto após ser batido no robot de cozinha. Caso contrário, as peles terão de ser separadas do puré fazendo passar o puré por um passador (como aconteceu comigo). Se quiserem evitar este passo descasquem previamente as favas. Nada de servir o puré com casca dura porque será uma experiência sensorial idêntica a comer sopa de alho-francês velho ou feijão verde cozido com fios.

Entretanto retiraram-se as rodelas do painho do forno, agora estaladiças e com as beirinhas meio queimadas, deixando-as arrefecer e cortando-as em pedacinho estaladiços. Reservar a gordura que se libertou para o pirex.

Dispor, sempre (se for para os enganar), o puré no fundo do prato, salpicá-lo generosamente com o painho estaladiço, colocar por cima um bom pedaço, ou pedaços, de carne de codorniz (frita), frango (frito), borrego (grelhado) ou porco (grelhado ou frito), salpicar com a gordura do painho que reservámos anteriormente e acompanhar com arroz para completar o teor proteico do prato.


E agora, já estão os que adoram toda a comida a esfregar as mãozinhas e a pensar quando irão fazer a receita. E estão os "saudáveis" a dizer: "Aí que os chouriço e a manteiga fazem tão mal!! E tem lactose e tem glúten e tem gordura!!! Pois tem isso tudo que a cozinha é minha e eu é que mando no que como. E uma coisa é certa antes arranjar uma opção um bocadinho mais gordurosa e deliciosa duma excelente leguminosa que fazer sempre batatas fritas. 
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21.2.17

Numa Rapidinha mas Delicioso

Nem todas as receitas têm que demorar horas a ser preparadas para serem deliciosas. Se bem que as demoradas são as minhas preferidas porque me permitem mergulhar por completo nas coisas da cozinha e assim abstrair-me do mundo à minha volta... sim, acaba por ser a minha forma de meditar. Mas continuando... há comida feita numa rapidinha que pode ser cheinha de sabor. Esta surgiu dumas asinhas de frango e duma fome imensa após um dia de trabalho... 


"Asinhas Gulosas Picantes de Frango,
 com Arroz de Açafrão e Molho de Iogurte Grego"

Ingredientes:
1kg de Asinhas de frango (partidas a meio)
1 Limão
2 colheres de sopa de Açúcar Amarelo
1 dente de Alho
2 Malaguetas secas (das pequeninas bem picantes)
4 colheres de sopa de Óleo 
Sal q.b.
4 pezinhos de Coentros

Preparação: 
Ligar o forno nos 160 graus.
Num copo misturador ou num recipiente onde possam usar a varinha mágica, juntar e triturar o sumo do limão, o açúcar, o alho, as malagueta e o sal. Juntar, mantendo a varinha a trabalhar, num fio continuo o óleo. Resultando numa emulsão (uma coisa assim como um liquido com mais corpo e viscoso) ao qual se juntam os coentros picados (sem triturar). 
Colocar num tabuleiro de forno as asinhas e dar-lhes um bom banho com a marinada anterior... massagem incluída. Comida com amor tem de ser tocada sem medos ou nojos.
Colocar no forno, pré-aquecido a 160 graus, por 20 minutos. Após os quais, aumentamos a temperatura para os 180 para caramelizar, toda a gulodice da marinada, por mais 15 minutos.

No entretanto preparar o Arroz de Açafrão: 
Cobrir o fundo duma cacarola com Azeite e 2 colheres de café de Açafrão. Deixar fritar por uns segundos (cuidado para não queimar mantendo o tom amarelo mostarda e não deixar passar a laranja acastanhado). Verter uma chávena de chá de Arroz e deixar fritar, até começarem a ouvir aquele sonzinho de pipocas a saltar, altura em adicionamos 2 chávenas de Água a ferver e temperaramos de sal. Deixar cozinhar em lume médio até ficar sem água e tapar depois do lume já desligado.
Na hora de servir polvilhar com Sementes de Papoila (também podem ser outras sementes como chia por exemplo) para adicionar crocante divertido à receita.

Enquanto o Arroz cozinha e as Asinhas estão a caramelizar preparar o
  Molho de Iogurte Grego:
Num recipiente juntar um Iogurte Grego (com iogurte natural também fica bom só que menos cremoso), uma pitada de Sal, um dente de Alho pequeno ralado e um pé de Coentros partido aos pedacinhos com a mão.

Servir como apresentado em cima para que toda a frescura e atrevimento do molho fresco de iogurte se envolva com a malandrice gulosa e picante das asinhas e o sabor térreo com surpresas estaladiças do arroz de açafrão.

Feito Com Amor
Bom Apetite!

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25.1.17

Receita Nova: Bacalhau Espiritualão


Esta receita apresenta-se numa caixa de plástico com as azeitonas mirradas propositadamente. É comida da marmita para o trabalho e por lá não há tempo nem condições para pratos decorados. Já o sabor... Esse não se perde mesmo ao "lume dum microondas".

Ando aqui um bocadinho às voltas a pensar se lhe posso chamar bacalhau à espiritual... Tem cenoura? Sim. E daí ter partido do principio que era o que estava a fazer. Mas como não sei o que leva o resto da receita do prato clásssico e original não sei se é muito correcto dar-lhe essse nome. Assim, para não ferir os mais puristas cozinheiros chamei-o de 

"Bacalhau Espiritualão".

Ingredientes:
Bacalhau Cozido, pode ser o de ontem ou o do inicio da semana que sobrou (2 postas)
6 Batatas Médias Cortadas Em Cubos Grandes.
4 Cenouras raladas, usei fresquinhas com rama mas pode ser das depiladas
1 Dente De Alho
1 Cebola Média em meias rodelas
Azeite q.b.
Natas Ácidas (as que uso são do Aldi)
2 Fatias de Bacon Fumado Cortado em Quadradinhos. 
SalPimenta Preta e Branca e Noz-Moscada q.b.
Manteiga Sem Sal para untar.
Azeitonas para guarnecer.
1 Ovo para pincelar
Sementes de Sésamo

Preparação:
A preparação consiste em fazer o puré de batata, o refogado com o bacon e o bacalhau com as natas ácidas e juntar tudo num tabuleiro para ir ao forno.

Cozer as batatas em água sal e juntar na água as ramas da cenoura (não deixem de fazer a receita porque as vossas cenouras são depiladas). As ramas adicionam um toquezinho verde à receita. Depois de cozidas escorrer a água e as ramas e triturar as batatas com a varinha mágica. Envolver no puré as cenouras raladas (cruas).

Cobrir o fundo de uma frigideira funda com azeite, e fazer um refogado com o alho, a cebola e o bacon. Deixar o bacon alourar e libertar parte das gorduras, tão nhami, e juntar o bacalhau desfiado. Temperar de sal (atenção que se o bacalhau estiver para o salgado reduzir no sal), pimenta preta e branca moída e noz-moscada. Envolver e juntar as natas ácidas até começarem a borbulhar mas sem deixar ferver. Rectificar tempero.

Juntar ao preparado anterior as batatas e as cenouras. Envolver muito bem e dispor num tabuleiro de forno untado de manteiga ou se quiserem que fique mais bonito, em pequeninos recipientes de forno de doses individuais.

Pôr no forno pré-aquecido a 160ºC durante 15minutos. Retirar do forno, pincelar com ovo batido, temperado de sal e pimenta, polvilhar com as sementes de sésamo e guarnecer com azeitonas a gosto. Aumentar a temperatura do forno para os 170ºC e voltar a colocar o tabuleiro agora numa posição mais elevada do forno, para alourar. 

Está pronto quando estiver bem amarelo e douradinho.
Acompanhar com uma salada de tomate e oregãos.

Feito Com Amor
Bom Apetite!


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5.9.16

Um Manjerico, um Vinagre e Inspiração

É tudo, ou os ingredientes principais, do molho simples e delicioso que criei para acompanhar peixe grelhado. Passo a passo a receita no meu canal de YouTube.




Sirvam-se à vontade! 
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12.5.16

A colher de pau é minha, mexo com ele o que quiser #7



"De aspecto espectacular mas é uma simples receita de feijão com ovos"

Ingredientes:
Feijão vermelho (1 lata de conserva*)
1 Espiga de milho cozido (compro as minhas no Aldi e são óptimas)
2 tomates frescos
1 colher de sopa bem cheia de concentrado de tomate
3 malaguetas (ou mais a gosto)
3 pés de salsa
Pimenta q.b.
1 folha de louro
1/2 Knorr de galinha
1 cebola grande picada grosseiramente
1 dente de alho ralado ou bem picadinho 
Azeite q.b.
Água q.b.

8 ameixas secas
3 morangos
1 colher de sopa de açúcar amarelo
água q.b. 

Pão pita (também do Aldi, também óptimo)

Presunto em fatias finas

* Se forem um bocadinho maluquinhas por cozinha como eu podem fazer como fiz e usar feijão seco que eu mesma demolhei e cozinhei. É mais saboroso e natural.

Preparação:

Colocar ao lume médio uma frigideira de levar ao forno (cabo resistente) azeite, a cebola picada e deixar a cebola ficar transparente. 

Adicionar então o alho e deixar cozinhar por mais um minuto sem deixar refogar ou escurecer. 

Juntar o tomate sem pele e cortado ao cubos pequeninos, o concentrado de tomate, as malaguetas desfeitas, o louro e o Knorr e temperar de sal e pimenta a gosto. Deixar cozinhar em lume brando até que o tomate amoleça.

Entretanto colocar a espiga directamente num bico do fogão para assar o milho cozido e ir virando com regularidade (é normal que alguns grãos fiquem pretos mas é importante que assim fiquem porque irão dar o sabor fumado ao estufado).

Adicionar ao preparado anterior o feijão escorrido, meio copo de água quente e as folhas de salsa. Deixar cozinhar por cerca de 10 minutos. Provar e rectificar de sal. 

Cortar filamentos de milho com uma faca percorrendo a mandioca na vertical e desfazer grosseiramente esses filamentos com a mão para dentro da frigideira. Se o estufado estiver a ficar muito seco adicionar mais um pouco de água quente e deixar ferver por breves minutos. 

Rectificar o tempero (deve ficar picante e não picantezinho para depois combinar com os acompanhamentos)

Apagar o lume e colocar sobre o preparado 6 ovos, envolvendo-os em volta com o feijão estufado. (se não tiverem frigideira de levar ao forno, coloquem o estufado de feijão num recipiente de ir ao forno, de preferência redondo que fica mais lindo, e coloquem os ovos já nesse recipiente)

Levar a frigideira ao forno a 160º até que a clara fique branca mas não totalmente e a gema fique meio cozida só.

Também no forno colocar pão pita num tabuleiro até ficar estaladiço.

Enquanto os ovos cozinham prepar uma taça de alface cortada muito fininha (tipo caldo-verde) e temperar de azeite e limão. 

Temos um estufado picante a fervilhar no forno, uma base de hidratos estaladiça com o pão pita, o acompanhamento fresco e ácido da alface e só nos falta um molho agridoce para ligar tudo.

Colocar numa frigideira ou tacho pequenino cerca de 8 ameixas secas sem caroço picadas grosseiramente, 3 morangos cortados em pedaços, um colher de sopa de água,  uma colher de chá de açúcar amarelo e uma pitada de sal.

Deixar reduzir as polpas fervendo em lume brando. Deitar num copo alto e triturar com uma varinha mágica ou mesmo num copo liquidificador. Se ficar demasiado espesso juntar um pouquinho de água e voltar a levar ao lume por mais um minuto.

Esta receita poderia ser igualmente feita com carne picada (transformando-a num verdadeiro chilli com carne) mas preferi mantê-la mais vegetal e adicionar num fim um pouco do mediterrâneo com uma tiras fininhas de presunto espanhol.

Depois de tudo preparado livrem-se de servir estes pitéus em pratos "fêios", sem o devido respeito pela beleza dos ingredientes... os olhos comem primeiro lembram-se? Imaginem que tenho postado esta foto no instagram com pratos desencontrados, vermelhos às florzinhas azuis, guardanapos cor de rosa e uma toalha com patinhos e galinhas amarelas?? Pois... não vos faria isso nunca, certo? Por isso, também não o façam à minha receita tá?!

Levem a frigideira (ou recipiente de forno que usaram) directamente à mesa que fica bem lindo e rústico. E combinem com cores alegres (imaginem as cores que associam ao México e brinquem com elas).

Uma amiga fã dos meus cozinhados quando cá vem pergunta sempre "Então diga-me lá (sim porque nos tratamos na terceira pessoa quando nos queremos armar em parvas) quais são as instruções de construção deste prato?". Este é um desses pratos. 

Colocar no prato uma fatia de pão pita (abriram entretanto os pães pita estaladiços a meio (uma tesoura ajuda)). 

Em cima colocar a alface, e o estufado de feijão com o ovo virado para cima, acompanhar com uma noz de molho agridoce e fatias fininhas de presunto. Pode ser comido à mão ou com talheres (depende da confiança do momento).


Acompanhem com um encorpado vinho tinto como este Quinta de S. Francisco de Óbidos e desfrutem acompanhados da melhor companhia.

É uma excelente e relativamente rápida receita para fazer quando têm inesperadamente a visita de amigos. Rápida, linda, divertida e deliciosa.
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22.11.15

A colher de pau é minha, mexo com ele o que quiser #6

Frigorífico com bocadinhos de tudo é o melhor do meu mundo culinário. Junto-lhes um bocadinho de pózinhos de perlimpimpim, neste caso farinha, e sabor e temos o melhor dos brunchs.  

Esta "Mini-pizza de queijo Camembert e figos bêbedos" e "Pãezinhos de azeitona" foram feitos assim - com poucos ingredientes mas muito amor.


Pãezinhos de Azeitona

Fiz uma massa de pão, muito rápida e simples (para quem não tem medo de sujar as mãos). Tudo o que leva é 2 chávenas de chá de farinha tipo 65 (Nada de farinhas de fazer bolo. É preciso uma farinha dura, literalmente para obterem uma massa bem massuda), 1 colher de sobremesa de sal grosso1 colher de sobremesa de açúcar, 1 colher de sopa de azeite, oregãos q.b., metade de um pacote de levedura seca* e água morna q.b.. Juntar todos os ingredientes secos e o azeite numa tigela funda. Adicionar aos poucos água morna e ir amassando até obter uma bola que de despegue da tigela. Pulverizar farinha para que fique bem seca e fácil de amassar. Amassar com força numa superfície dura e fazer uma bola. Reservei numa tigela pulverizada com farinha e cobri, para crescer, enquanto fiz o resto da receita.
Cortei pedaços grosseiros de azeitonas, depois de as descaroçar (eu faço com uma faca). Mas azeitonas das boas mesmo. Retalhadas, saborosas, bem salgadinhas. Proibido usar pretas que não têm sequer sabor de azeitona. Piquei um dente de alho e um raminho pequeno de salsa. Juntei uvas passas pequeninas e salteei tudo numa frigideira, com um fio de azeite e pimenta branca q.b., por  2 minutos, para libertar sabores.



Parti a massa que fiz em duas metades. Uma das metades parti em dois e fiz discos toscos com as mãos. Coloquei o recheio de azeitona, sem medo de ser generosa, humedeci a massa à volta, para servir de cola e fechei os pãezinhos. Com o indicador pressionei a massa para fazer um "bordado gastronómico".


Mini-Pizza de queijo Camembert e figos bêbedos.

Gosto de cozinhar com coisas boas da época e das melhores coisas desta época são os figos secos. Quando fui à mercearia comprar farinha trouxe uma maxinha deles já a pensar usá-los na minha pizza Outonal... Pelo caminho comi metade.
Quando cheguei a casa, ainda antes de começar a massa de pizza, cortei uns quantos ao meio e deixei-os a beber dum aperitivo francês que temos cá em casa (Podem usar um qualquer colheita tardia ou mesmo um bom dum moscatel).
A metade da massa que sobrou abri, com as mãos, de forma a a fazer uma base de mini-pizza tosca. Depois foi decorá-la com coisas boas: pedaços de queijo Camembert, quartos de tomate cereja, tirinhas de pimento amarelo, o que sobrou do salteado de azeitonas e os figos bêbedos. Temperei com sal grosso (Sim. Uma pizza deve sempre ser temperada com sal.) Levei tudo ao forno pré-aquecido por 15 minutos, a 200º, durante 15 minutos. Enquanto isso, fiz a boa da salada mista com sementes e voilá! Depois de sair do forno, temperar a pizza com um fio de azeite extra-virgem.


Em menos de 45 minutos um brunch delicioso que acompanhado com o Saramago, o vinho alentejano não o livro, foi a refeição perfeita para comermos no sofá num Domingo frio e chuvoso como o de hoje.


Não se acanhem se vos faltar algum ingrediente ou mesmo dois ou três, o truque é juntar ingredientes que sabem que combinam. Alguma questão eu estou sempre por aqui para as esclarecer aimpressaodapapoila@gmail.com.

* A levedura seca vende-se numa caixa com 6 pacotinhos. Geralmente está perto das folhas de gelatina, no corredor das sobremesas.

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