Publicidade

Mostrar mensagens com a etiqueta Knorr. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Knorr. Mostrar todas as mensagens

12.5.16

A colher de pau é minha, mexo com ele o que quiser #7



"De aspecto espectacular mas é uma simples receita de feijão com ovos"

Ingredientes:
Feijão vermelho (1 lata de conserva*)
1 Espiga de milho cozido (compro as minhas no Aldi e são óptimas)
2 tomates frescos
1 colher de sopa bem cheia de concentrado de tomate
3 malaguetas (ou mais a gosto)
3 pés de salsa
Pimenta q.b.
1 folha de louro
1/2 Knorr de galinha
1 cebola grande picada grosseiramente
1 dente de alho ralado ou bem picadinho 
Azeite q.b.
Água q.b.

8 ameixas secas
3 morangos
1 colher de sopa de açúcar amarelo
água q.b. 

Pão pita (também do Aldi, também óptimo)

Presunto em fatias finas

* Se forem um bocadinho maluquinhas por cozinha como eu podem fazer como fiz e usar feijão seco que eu mesma demolhei e cozinhei. É mais saboroso e natural.

Preparação:

Colocar ao lume médio uma frigideira de levar ao forno (cabo resistente) azeite, a cebola picada e deixar a cebola ficar transparente. 

Adicionar então o alho e deixar cozinhar por mais um minuto sem deixar refogar ou escurecer. 

Juntar o tomate sem pele e cortado ao cubos pequeninos, o concentrado de tomate, as malaguetas desfeitas, o louro e o Knorr e temperar de sal e pimenta a gosto. Deixar cozinhar em lume brando até que o tomate amoleça.

Entretanto colocar a espiga directamente num bico do fogão para assar o milho cozido e ir virando com regularidade (é normal que alguns grãos fiquem pretos mas é importante que assim fiquem porque irão dar o sabor fumado ao estufado).

Adicionar ao preparado anterior o feijão escorrido, meio copo de água quente e as folhas de salsa. Deixar cozinhar por cerca de 10 minutos. Provar e rectificar de sal. 

Cortar filamentos de milho com uma faca percorrendo a mandioca na vertical e desfazer grosseiramente esses filamentos com a mão para dentro da frigideira. Se o estufado estiver a ficar muito seco adicionar mais um pouco de água quente e deixar ferver por breves minutos. 

Rectificar o tempero (deve ficar picante e não picantezinho para depois combinar com os acompanhamentos)

Apagar o lume e colocar sobre o preparado 6 ovos, envolvendo-os em volta com o feijão estufado. (se não tiverem frigideira de levar ao forno, coloquem o estufado de feijão num recipiente de ir ao forno, de preferência redondo que fica mais lindo, e coloquem os ovos já nesse recipiente)

Levar a frigideira ao forno a 160º até que a clara fique branca mas não totalmente e a gema fique meio cozida só.

Também no forno colocar pão pita num tabuleiro até ficar estaladiço.

Enquanto os ovos cozinham prepar uma taça de alface cortada muito fininha (tipo caldo-verde) e temperar de azeite e limão. 

Temos um estufado picante a fervilhar no forno, uma base de hidratos estaladiça com o pão pita, o acompanhamento fresco e ácido da alface e só nos falta um molho agridoce para ligar tudo.

Colocar numa frigideira ou tacho pequenino cerca de 8 ameixas secas sem caroço picadas grosseiramente, 3 morangos cortados em pedaços, um colher de sopa de água,  uma colher de chá de açúcar amarelo e uma pitada de sal.

Deixar reduzir as polpas fervendo em lume brando. Deitar num copo alto e triturar com uma varinha mágica ou mesmo num copo liquidificador. Se ficar demasiado espesso juntar um pouquinho de água e voltar a levar ao lume por mais um minuto.

Esta receita poderia ser igualmente feita com carne picada (transformando-a num verdadeiro chilli com carne) mas preferi mantê-la mais vegetal e adicionar num fim um pouco do mediterrâneo com uma tiras fininhas de presunto espanhol.

Depois de tudo preparado livrem-se de servir estes pitéus em pratos "fêios", sem o devido respeito pela beleza dos ingredientes... os olhos comem primeiro lembram-se? Imaginem que tenho postado esta foto no instagram com pratos desencontrados, vermelhos às florzinhas azuis, guardanapos cor de rosa e uma toalha com patinhos e galinhas amarelas?? Pois... não vos faria isso nunca, certo? Por isso, também não o façam à minha receita tá?!

Levem a frigideira (ou recipiente de forno que usaram) directamente à mesa que fica bem lindo e rústico. E combinem com cores alegres (imaginem as cores que associam ao México e brinquem com elas).

Uma amiga fã dos meus cozinhados quando cá vem pergunta sempre "Então diga-me lá (sim porque nos tratamos na terceira pessoa quando nos queremos armar em parvas) quais são as instruções de construção deste prato?". Este é um desses pratos. 

Colocar no prato uma fatia de pão pita (abriram entretanto os pães pita estaladiços a meio (uma tesoura ajuda)). 

Em cima colocar a alface, e o estufado de feijão com o ovo virado para cima, acompanhar com uma noz de molho agridoce e fatias fininhas de presunto. Pode ser comido à mão ou com talheres (depende da confiança do momento).


Acompanhem com um encorpado vinho tinto como este Quinta de S. Francisco de Óbidos e desfrutem acompanhados da melhor companhia.

É uma excelente e relativamente rápida receita para fazer quando têm inesperadamente a visita de amigos. Rápida, linda, divertida e deliciosa.
Ler Mais ››

11.6.15

A colher de pau é minha, mexo com ela o que quiser #4

Na minha opinião a melhor comida é aquela que nós mais gostamos. Uma das coisas que aprendi durante uma aula de análise sensorial de lactícinios foi que o Roquefort era o melhor queijo do mundo, por ser assim considerado pelos melhores provadores do mundo. Eu na altura, pequenina de maturidade, acreditei naquilo e fui provar o Roquefort... Afinal era só o melhor queijo do mundo. Na altura, paguei um dinheirão por 5cm de queijo e... Não gostei nada do queijo. E fiquei triste por não gostar do melhor queijo do mundo.

Agora, mais crescida na maturidade, já percebi, há algum tempo, que os melhores sabores do mundo são aqueles que nós mais gostamos. Por exemplo, para mim o melhor queijo do mundo é o Queijo da Serra.

E se para alguns é um robalo de mar escalado e grelhado em carvão para outros são almôndegas... As preferidas do meu marido.

Como cozinheira sou um bocadinho inconstante... As receitas que crio dependem da minha despensa, da minha vontade e da estação do ano. Uma mesma receita pode ter milhentas variações desde que o resultado final fique maravilhoso. As minhas receitas de almôndegas são das coisas preferidas do Rui e hoje decidi partilhar uma delas com vocês. Como estamos na época dos Santos e a minha sogra me ofereceu um manjerico decidi adicionar um bocadinho desse espírito na minha receita de hoje.


"As minhas almôndegas com cheiro a manjerico"



Para as almôndegas
800g de carne de vaca picada;
2 salsichas frescas;
1 ovo;
1 "papo-seco" ralado;
2 c. chá de sal;
colarau picante q.b.;
pimenta q.b..

Para o molho
1 fio de azeite
1 c. de sopa de manteiga sem sal ou margarina;
1 dente de alho picado;
1 lata de tomate picado;
500ml de água a ferver;
1 caldo de galinha Knorr;
1 cálice de vinho do Porto branco;
5 molhinhos de manjerico;
1 folha de louro;
malaguetas a gosto;
pimenta q.b.;
sal q.b..


Num recipiente largo e fundo misturar a carne picada com o interior das duas salsichas frescas. Aqui têm de usar as mãos para que as carnes fiquem bem misturadas. 



Depois de descobrir que na minha despensa jazia um pão ralado, com vários meses de bolor em cima, tive que improvisar. Sempre que vos faltar o pão ralado e não tiverem muito tempo este é um excelente truque. Partam aos pedaços um "papo-seco" (carcaça em Lisboa) para um prato e levem-no por 2 minutos ao microondas. Retirem-no e coloquem-no a arrefecer durante 1 minuto até que o pão fique duro. Piquem o pão e voilá... Pão ralado.



Adicionem à carne o pão ralado, o ovo, o sal, o  colarau picante e a pimenta a gosto.


Misturem muito bem usando as mãozinhas. Depois, peguem na mistura resultante e façam bolinhas usando as palmas da mãos, e polvilhando com farinha as bolas de carne. O tamanho fica ao vosso critério. Já sabem que se forem grandes, como as que eu fiz, terão de ficar mais tempo a cozinhar e as mais pequenas menos. O que importa é que tenham todas mais ou menos o mesmo tamanho. Também não precisam de estar uma hora de volta da carne para fazer bolinhas perfeitas, pelo contrário. Almôndegas é um prato rústico e fica mais bonito se as bolas de carne ficarem meio toscas.



Nota muito importante: Quando se trabalha carne crua com as mãos é muito importante ter sempre, durante o processo todo, as mãos muito bem lavadas. Ajuda se reunirem em pequeninos recipientes todos os ingredientes que necessitam para misturar na carne. Lavar as mãos de mais é coisa que não existe durante esta tarefa. E sequem sempre as mãozinhas com papel de cozinha. Tudo para evitar uma tal de intoxicação alimentar.

Numa panela larga e funda deitar um fio de azeite e a manteiga, colocar as almôndegas a alourar. Quando estiverem douradinhas reservem-nas num recipiente.


Na gordura resultante da fritura juntar o dente de alho picado. Assim que o alho começar a crepitar, sem ficar dourado, adicionar a lata de tomate picado, o caldo de galinha (que fazem adicionando um caldo Knorr de galinha a 500ml de água a ferver), o cálice do Vinho do Porto, a malagueta, o louro e a pimenta e deixem levantar fervura. Mergulhar as almôndegas no molho e acrescentar uns 5 molhinhos das folhas mais novas de manjerico. Deixar cozinhar por 15 minutos. Provar durante o processo para ver se é necessário rectificar os temperos.

Para acompanhar façam o belo e simples do esparguete e voilá!


Acompanhem com um vinho fresco e doce, que combine com o picante do molho. Para nós o vinho rosé, D.O.C., da Adega de Borba é o parceiro perfeito das minhas almôndegas. Muito frutado, com um aroma e cheiro a morangos e que deixa um sabor docinho na boca que combina na perfeição com o quente e picante do molho das almôndegas. 


Bom apetite!

Ler Mais ››