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3.5.17

Food Porn Março e Abril

Fotos das minhas receitas de Abril...












Há algum que gostassem de saber como se faz? Ou algum componente em especial?

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13.1.17

Já Tenho Um Portfolio Bem Respeitável e LINDO!!

Cada vez gosto mais de cozinhar. Cada vez sinto mais confiança para experimentar coisas novas. Cada vez faço pratos mais saborosos e lindos. E agora, quando há tempo, os meus pratos deixaram de ser só conduto e acompanhamento.

A melhor forma de o ilustrar é mostrando-vos, se é que não me seguem no Instagram, o que se nascido nesta minha linda cozinha...








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22.6.15

A colher de pau é minha, mexo com ela o que quiser #5

Este Sábado foi dia de gajas... E foi tão bom!!

Deu-se folga aos homens e fizemos um dia dedicado só a nós, aqui em casa. 

O que significou, para além de uma decoração do mais gaja que pode haver, puder fazer daquelas comidinhas que, geralmente, os machos desaprovam. 

Um cheirinho do que foi o almoço...



Sopa fria de agrião, com tomate e manjerico.

Bacalhau assado, com puré de couve-flor e legumes salteados.

Tarte da estação

Pormenores fofinhos
Como a sopinha foi um sucesso tão grande, quatro em quatro adoraram, decidi partilhar a minha receita com o mundo e arredores.


"Sopa fria de agrião, com tomate e manjerico"

Azeite q.b.
1 cebola
1/2 courgette (com casca)
1/4 de molho de agrião (caules e folhas)
2 tomates médios maduros
manjerico q.b. (pode ser manjericão)
sal e pimenta q.b.

Colocar numa panela funda mas estreita um fio de azeite, a cebola e a courgette cortadas em pedaços grandes e deixar no azeite até que a cebola fique transparente (mas sem fazer refogado) e adicionar o agrião*

*Nota: Esta sopa é um excelente aproveitamento dos caules do agrião, que normalmente são desperdiçados e vão para o lixo. Eu cortei só as pontinhas dos caules que estavam mais duros e tirei as folhas amarelas mas aproveitei tudo o resto. Podem usar o agrião de pacote, mas aí aconselho a usarem o pacote inteiro para dar mais consistência à sopa.

Envolver o agrião na cebola e na courgette até que o agrião reduza de volume (fique assim todo murchinho). Cubrir com água a ferver e deixar cozinhar até que os legumes estejam todos cozidos.

Tirar do lume e passar com a varinha mágica, liquidificadora, picadora... Não importa muito. O que interessa é que passem muito muito bem para que o puré fique bem macio. Se tiverem um coador também podem passar o puré para ficar ainda mais sedoso. 

Voltem a colocar ao lume, brando, temperem de sal e pimenta branca, e mexam sempre. Se gostarem do puré mais fluido podem adicionar-lhe água a ferver. Vão provando e rectifiquem de temperos se necessário.

Nota: Eu usei o meu sal (1 mão bem cheia) aromatizado com sumo e as raspas de 1/2 limão. Um sal que costumo fazer quando começam os dias quentes porque é um excelente tempero para peixes e algumas carnes grelhadas.

A base da sopa está feita. Guardem numa caixa e ponham no frigorífico. Até podem fazer a base no dia anterior, como eu fiz, e no dia de servir terminar a preparação.

Quando for para servir, cortem 2 tomates, sem pele e pevides, em cubos muitos pequeninos.
Deitem a base de agrião em tigelinhas transparentes, adicionem no meio 2 colheres de sopa do tomate cortado e umas folhinhas de manjerico e temperem com um fiozinho de azeite e uma pitadinha de sal.

E voilá! 


Sopinha excelente para os dias quentes de Verão.

Bom apetite!
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11.6.15

A colher de pau é minha, mexo com ela o que quiser #4

Na minha opinião a melhor comida é aquela que nós mais gostamos. Uma das coisas que aprendi durante uma aula de análise sensorial de lactícinios foi que o Roquefort era o melhor queijo do mundo, por ser assim considerado pelos melhores provadores do mundo. Eu na altura, pequenina de maturidade, acreditei naquilo e fui provar o Roquefort... Afinal era só o melhor queijo do mundo. Na altura, paguei um dinheirão por 5cm de queijo e... Não gostei nada do queijo. E fiquei triste por não gostar do melhor queijo do mundo.

Agora, mais crescida na maturidade, já percebi, há algum tempo, que os melhores sabores do mundo são aqueles que nós mais gostamos. Por exemplo, para mim o melhor queijo do mundo é o Queijo da Serra.

E se para alguns é um robalo de mar escalado e grelhado em carvão para outros são almôndegas... As preferidas do meu marido.

Como cozinheira sou um bocadinho inconstante... As receitas que crio dependem da minha despensa, da minha vontade e da estação do ano. Uma mesma receita pode ter milhentas variações desde que o resultado final fique maravilhoso. As minhas receitas de almôndegas são das coisas preferidas do Rui e hoje decidi partilhar uma delas com vocês. Como estamos na época dos Santos e a minha sogra me ofereceu um manjerico decidi adicionar um bocadinho desse espírito na minha receita de hoje.


"As minhas almôndegas com cheiro a manjerico"



Para as almôndegas
800g de carne de vaca picada;
2 salsichas frescas;
1 ovo;
1 "papo-seco" ralado;
2 c. chá de sal;
colarau picante q.b.;
pimenta q.b..

Para o molho
1 fio de azeite
1 c. de sopa de manteiga sem sal ou margarina;
1 dente de alho picado;
1 lata de tomate picado;
500ml de água a ferver;
1 caldo de galinha Knorr;
1 cálice de vinho do Porto branco;
5 molhinhos de manjerico;
1 folha de louro;
malaguetas a gosto;
pimenta q.b.;
sal q.b..


Num recipiente largo e fundo misturar a carne picada com o interior das duas salsichas frescas. Aqui têm de usar as mãos para que as carnes fiquem bem misturadas. 



Depois de descobrir que na minha despensa jazia um pão ralado, com vários meses de bolor em cima, tive que improvisar. Sempre que vos faltar o pão ralado e não tiverem muito tempo este é um excelente truque. Partam aos pedaços um "papo-seco" (carcaça em Lisboa) para um prato e levem-no por 2 minutos ao microondas. Retirem-no e coloquem-no a arrefecer durante 1 minuto até que o pão fique duro. Piquem o pão e voilá... Pão ralado.



Adicionem à carne o pão ralado, o ovo, o sal, o  colarau picante e a pimenta a gosto.


Misturem muito bem usando as mãozinhas. Depois, peguem na mistura resultante e façam bolinhas usando as palmas da mãos, e polvilhando com farinha as bolas de carne. O tamanho fica ao vosso critério. Já sabem que se forem grandes, como as que eu fiz, terão de ficar mais tempo a cozinhar e as mais pequenas menos. O que importa é que tenham todas mais ou menos o mesmo tamanho. Também não precisam de estar uma hora de volta da carne para fazer bolinhas perfeitas, pelo contrário. Almôndegas é um prato rústico e fica mais bonito se as bolas de carne ficarem meio toscas.



Nota muito importante: Quando se trabalha carne crua com as mãos é muito importante ter sempre, durante o processo todo, as mãos muito bem lavadas. Ajuda se reunirem em pequeninos recipientes todos os ingredientes que necessitam para misturar na carne. Lavar as mãos de mais é coisa que não existe durante esta tarefa. E sequem sempre as mãozinhas com papel de cozinha. Tudo para evitar uma tal de intoxicação alimentar.

Numa panela larga e funda deitar um fio de azeite e a manteiga, colocar as almôndegas a alourar. Quando estiverem douradinhas reservem-nas num recipiente.


Na gordura resultante da fritura juntar o dente de alho picado. Assim que o alho começar a crepitar, sem ficar dourado, adicionar a lata de tomate picado, o caldo de galinha (que fazem adicionando um caldo Knorr de galinha a 500ml de água a ferver), o cálice do Vinho do Porto, a malagueta, o louro e a pimenta e deixem levantar fervura. Mergulhar as almôndegas no molho e acrescentar uns 5 molhinhos das folhas mais novas de manjerico. Deixar cozinhar por 15 minutos. Provar durante o processo para ver se é necessário rectificar os temperos.

Para acompanhar façam o belo e simples do esparguete e voilá!


Acompanhem com um vinho fresco e doce, que combine com o picante do molho. Para nós o vinho rosé, D.O.C., da Adega de Borba é o parceiro perfeito das minhas almôndegas. Muito frutado, com um aroma e cheiro a morangos e que deixa um sabor docinho na boca que combina na perfeição com o quente e picante do molho das almôndegas. 


Bom apetite!

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2.4.15

A colher de pau é minha, mexo com ela o que quiser #3



Confessem, com a chegada da Primavera, têm os cantos das hortas, canteiros ou vasos nas varandas repletos de hortelã-menta. E já não há cházinhos que lhe dê vazão. Acertei?

Pois que, a hortelã é uma excelente aromática que serve muito mais do que para fazer uma tisana ou para aromatizar a canja.

Deixo-vos uma receita que inventei, quando me deparei com um grande ramalhete de hortelã na minha varanda.

Aproveitei que tinha uns peitos de frango, umas laranjas da terra da minha sogra e pancetta que comprei em Espanha. Este último ingrediente, umas tirinhas que estão ali entre o bacon e o presunto, usei pela primeira vez. Já tinha ouvido falar, montes de vezes, em pancetta no Masterchef mas nunca o encontrei por cá. Pode-se dizer que é um bocadinho menos má que o bacon, do ponto de vista da saúde e da gordice, porque é uma carne de porco curada com sal e especiarias, mas não é fumada. A origem? Itália.

Então aqui vai a receita dos Peitos de frango embrulhados em pancetta com molho de hortelã e laranja, picantes.



Ingredientes:
  • 2 peitos de frango;
  • uma mão cheia de folhas de hortelã;
  • 1 dente de alho
  • gomos de uma laranja e sumo de meia laranja (pequenas)
  • pimenta preta q.b.
  • sal grosso q.b.
  • 1 cálice de vinho branco (10cl diria);
  • 1 malagueta ou mais, a gosto;
  • azeite
Primeiro temperem os peitos de frango, sem pele, com pimenta preta moída;
Envolvam os peitos com duas fatias fininhas de pancetta e reservem;


Numa liquidificadora, picadora, ou até usando a varinha mágica num copo de medida, coloquem a hortelã, o dente de alho, os gomos de laranja (limpos da parte branca e de caroços), o sumo de laranja, a malagueta e uma pitada de sal (máximo uma colher de chá).

 Piquem tudo e reservem.
 
 Numa frigideira deitem um fio de azeite e ponham a fritar os peitos de frango até ficarem douradinhos. Retirem-nos para um tabuleiro de ir ao forno.


Na frigideira e aproveitando a gordura dos bifes cozinhem o "picado" até engrossar (fica assim como uma compota gulosa). Juntem-lhe o vinho e voltem a deixar reduzir (ou seja perder água) mas sem deixar secar.


Deitem este molho por cima dos peitos e levem-nos ao forno aquecido a 160ºC, com ventilação, durante 15 minutos.


Aí a meio do processo pincelem os peitos com o molho caramelizado que se vai formando no tabuleiro. 



Retirem do forno deixem a carne repousar 2 minutos e cortem com uma faca em tiras grossas.

Eu servi com batatas fritas porque o meu maridinho, adorador de batatas fritas, já andava a ressacar por batatas fritas caseiras. Também não tive tempo para fazer uma saladinha que o mesmo maridinho estava com os minutos contados para ir trabalhar e a mulherzinha, eu, tinha-se levantado tarde e a más horas.

Outras sugestões: 

 Em vez da pancetta podem usar bacon; 
Se querem manter a coisa ainda mais saudável não usem a pancetta mas deixem os peitos com pele. Se escolherem esta opção temperem os peitos com sal e pimenta;
Acompanhem com arroz branco aromatizado com cardamomo e uma salada verde, para uma refeição bem Primaveril e leve.


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19.3.15

A colher de pau é minha, mexo com ela o que quiser #2

Eu adoro pão e pélo-me por uma broa de milho. Mesmo que esteja fresca e fofa quando chego a casa a primeira coisa que se faço é cortar fatias fininhas e torrar. Para depois, comê-las só com manteiga ou com pedacinhos de queijo.

Ontem, não havia broa mas havia farinha de milho. Adoro cozinhar e até há alturas que não me importo, nada, de preparar refeições com 12 horas de antecedência mas ontem apetecia-me broa de milho já!

Não tinha tempo nem paciência para fazer uma verdadeira broa de milho. Por isso, fiz umas quantas Falsas Broinhas de Milho.

  • 150g de farinha de milho;
  • 1 c. sopa bem cheia de açúcar;
  • 1 pitada de sal;
  • 1 ovo inteiro;
  •  5 nozes picadas grosseiramente;
  • 1 punhado de passas sultanas;
  • água fria q.b.
Misturar a farinha, açúcar, sal e o ovo numa tigela; 
Juntar água e ir amassando até que se forme uma bola e a massa se solte da tigela;


Nota: Eu tenho uma toalha de pastelaria da Tupperware, que dá um jeitaço. Não sujo a mesa ou bancada e é muito fácil de lavar.

Polvilhar a mesa e as mãos com farinha de trigo e amassar, suavemente, a massa com as passas e as nozes.
Sempre com as mãos polvilhadas de farinha, fazer pequenas bolas com as palmas das mãos (a massa deu para 6 broínhas);

 Numa frigideira antiaderente de fazer ovos estrelados, aquelas pequeninas e tão fofinhas, deitar uma raspinha de margarina; 


Nota: Estas raspinhas de margarina e o ovo são toda a gordura que estas broínhas levam. O que as tornam óptimas, também, para as meninas "ui ui, ai ai que agora só como coisas saudáveis e super alimentos e coisos".


Colocar na frigideira as bolinhas, pressionando com os dedos (polvilhados de farinha para não colar) até preencher o fundo da fofa frigideira.

Deixar cozinhar 2 minutos de cada lado, pressionando com as costas de uma colher de sopa. A qual, também se usa para virar as broínhas.


 Eu servi com triângulos de queijo e chá preto (o melhor dos chás, para mim).

Ah sim, servir bonito é obrigatório. É uma regra fundamental no meu ritual de cozinha. 
Sendo uma receita rústica e do tipo snack/petisco pede louça e acessórios também rústicos e pitorescos, como os da foto de apresentação.
Sugestão extra: também já as imagino, sem as passas, para acompanhar umas belas sardinhas assadas.


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