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23.2.18

Parecem solários mas não são.



Calma!! Eu estou bem... ou pelo menos não pior do que o normal. Pode parecer que venho falar-vos de solários para anéis de cebola, o que não me parece de todo disparatado, já que uma cebola quer-se sempre douradinha e estaladiça, mas sim de "candeeiros" aquecedores de comida. E não, também não é porque a minha comida saia a mim e seja muito friorenta. É apenas um excelente parceiro de cozinha que mantém os nossos cozinhados quentinhos até ao momento de servir. 

Se há coisa que me dana, principalmente agora no frio, é pôr a comida no prato e se não formos a correr tal Nelson Évora em direcção à mesa, como quem vai para a pista de salto, quando nos sentamos e metemos a comida à boca já está ela assim com um calor morninho... E isto se antes eu não me tiver lembrado de pôr um queijinho de entrada e aí é certo que comer o que está no prato ou lamber o interior do frigorífico vai dar no mesmo. Ahh sim!! Eu sei que os amigos que trago cá ao nosso ninho de amor e comidinhas amorosas nunca se queixam mas eu sei muito bem que o primeiro a ser servido, enquanto espera cordialmente pelo 8º prato na mesa, já come tudo gelado.

Soluções? No meu dia a dia, sendo na maioria dos dias nós os dois, aqueço os pratos onde sirvo a comida ou no forno ou ainda com água que aqueço num instante no fervedor de água eléctrico.

Já para as alturas em que há muita amigalhada cá em casa, os pratos são demasiados para caberem no meu forno, não industrial, ou aquecer com água porque também a minha bancada não é igual à da cozinha do Belcanto.

A solução é um destes magníficos "candeeiros" (eu fiz questão de escolher só os bonitos) que mantêm a comida quente tal e qual como os candeeiros nas esplanadas dos cafés de Paris me mantiveram sempre quentinha, e estamos a falar calores tropicais, quando na rua, logo ali ao lado, estavam 6ºC.  
Lâmpada aquecer comida

Lâmpada aquecer comida

Lâmpada aquecedor comida

Lâmpada aquecedora de comida

Lâmpada aquecedora comida

Lâmpada aquecedora comida

Se acham que as lâmpadas LED são caras... E são dos que demoraram uma eternidade até ganhar coragem para comprar uma lâmpada de 10€ para a vossa casa de banho, vão achar estes "candeeiros aquecedores de comida" uma exorbitância... Se os mais baratinhos, que encontrei, custam tanto como sapatos do Onofre, já os mais caros, estão ao nível duma carteira Chanel (mas as pequeninas de pôr moedas). Ainda assim, gosto de sonhar que um dia vou ter um destes úteis e lindos utensílios de cozinha a brilhar na minha divisão preferida da casa.
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29.1.18

"O Leão mostra a sua raça" até num simples moinho de sal.

Peugeot para mim era só carros e como tal, não figurava das marcas que me despertavam qualquer interesse. Até que num destes dias, dei com uma curiosidade no guia de Paris que comprei para preparar a nossa escapadela de 4 dias, nesta semana, à cidade das luzes. Dizia o guia, na secção compras, que os famosos, considerados como os melhores do mundo, moinhos de especiarias eram nascidos em Paris, à mão da marca Peugeot. Já de regresso numa pesquisa rápida descobri que muito antes de sequer pensar fazer veículos já a marca era a rainha dos moinhos de café, em 1810!!! 

Mas continuando... no guia havia dois artigos de qualidade francesa que me despertaram a vontade de comprar - as facas, que eu já conhecia por terem excelentes lâminas, e os moinhos, que me deixaram um bocadinho desconfiada... talvez pela associação que se faz logo à marca. Mas depois lembrei-me "a Mercedes também é conhecida pelos carros e faz excelentes perfumes.".

Entre a possibilidade de compra de uma faca ou de um moinho, na nossa viagem em Paris surgiu a conversa cá em casa:

"As facas de lá são muito boas... Podia trazer uma, o que achas?"
"Estás a brincar?! Acho que facas é exactamente o artigo número um que não podes trazer na bagagem de mão." E bombas pensei eu.

A realidade é que, para além da óbvia infracção que seria tentar carregar uma faca de chefe de 20cm na bagagem de mão, Portugal também tem das melhores marcas de facas do mundo. 
Mas os moinhos ficaram a tilintar na minha cabeça, apesar de não ter feito nenhum plano para os encontrar.

Não foi preciso... Encontraram-me eles a mim na Avenida Champs-Ellyse. Porque o meu companheiro de viagem, que também tem a designação amor da minha vida, é assim maluquinho por carros tornando-se visita obrigatória as lojas das várias marcas de automóveis que se iam cruzando connosco. Mais ainda, porque as lojas são totalmente diferentes das que temos em Portugal. São muito mais espaços de exposição, galerias, lojas de artigos (desde as roupas, passando pela joalharia e até aos carros). Lá entramos na da Peugeot, já eu não me lembrava dos moinhos e ainda estava na desconfiança de que fossem assim um artigo tão especial da marca, quando, depois de abrir o casaco e mostrar a mala pela 13ª vez naquele dia ao segurança da entrada, olho em frente e vejo uma parede de cima abaixo repleta dos mais lindos moinhos de especiarias. E pronto! A partir daí nem a presença, logo ali ao lado da prateleira, do automobilista Sébastian Loeb, me distraiu da minha missão...

Grinder Peugeot



Ei-lo!! O mais lindo e perfeito moinho de sal, que já está na minha cozinha e já fez as honras de temperar receita minha, ontem à noite. Assim que os vi percebi pelo toque e acabamento que estava diante de artigo de muita qualidade mas assim que pus a cabecinha deste meu moinho a rodar compreendi o porquê da garantia vitalícia do mecanismo, a garantia de 5 anos do exterior e os 35€ que deixei na loja em Paris. E não estranho nada que me apeteça assim que possível continuar a colecção. Para os tolinhos da cozinha, como eu, é sem dúvida o utensílio que deve estar no top das vossa lista de desejos.

Um certo senhor cá em casa perguntava-me se era mesmo melhor que os outros moinhos. Ao que respondi "É como me perguntares se o Seat Leon é mais potente que o Porsche 911 Turbo." e a conversa ficou por aí.

(Hoje dei por mim a pensar "Andreia quando é que começaste a ser a pessoa que compra utensílios de cozinha em vez de sapatos, quando vais de viagem?!")
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2.5.17

"Queres uma Bimby?!?!"

Esta foi a reacção do meu Rui, acompanhada duma cara de terror perceba-se, quando lhe disse que podia adiar adquirir um grelhador a carvão do Heston Blumenthal, porque "o que eu preciso mesmo agora é dum robot de cozinha."

Lá lhe tive que explicar "sabes amor... antes de haver "Bimbys" já havia robots de cozinha. Quero uma máquina que me faça um puré num instante, que pique, que envolva, que bata, para me facilitar um bocadinho a vida enquanto cozinho.  

É um pensamento que me tem surgido várias vezes nestes dois últimos anos que tenho explorado mais afincadamente a minha paixão por cozinhar. Ontem, foi um desses dias, enquanto fazia puré de fava ao almoço. Tentei com o aparelho dos batidos, começou a vir um cheiro a queimado do motor que parei em segundos, toca de passar aos poucos para o copo da varinha mágica e triturar, o copo estreito e aberto, portanto favas por todo o lado, a varinha mágica que até é das potentes viu-se um bocadinho aflita, como que a queixar-se pela falta de liquido na mistura, mas lá consegui. No entretanto havia: um tacho, a liquidificadora, 3 espátulas, o copo, a varinha, a cozinha e a minha roupa meia salpicada de puré verde e cerca de 15minutos utilizados nesta tarefa que poderiam ter sido convertidos em 5 minutos num bom robot de cozinha... e bonito já agora também.

Nada contra as Bimbys, pelo contrário, mas contrariamente aos chefs de cozinha de topo deste mundo eu não me posso dar ao luxo de comprar, por uma milhena de euros, um utensílio só para o usar para triturar, picar, envolver e bater. Os equipamentos tipo Bimby, que agora os há às dezenas, também são óptimos para fazer sopas, bacalhau com natas, até risottos e super sobremesas e eu tenho perfeita consciência que não o usaria para nenhuma dessas coisas... Logo seria um desperdício de dinheiro. 

Um bom, e típico robot de cozinha, e já agora muito bonito (que detesto cozinhar em utensílios feios) era só o que eu precisava... pelo menos por agora. 

Tenho um que está na minha lista de desejos culinários há muito tempo - a Masterchef 5000 da Moulinex


Primeiro impacto? Linda. Fica tão linda com os meus paninhos de cozinha. Depois, o facto de ser bastante compacta e fácil de arrumar e ser, de certeza, de muito boa qualidade porque os utensílios Moulinex que tenho nunca me deixaram ficar mal a meio dum cozinhado. Terceiro? Fica linda ao lado da Fresh Express (cortadora de legumes e não só) que mora cá em casa há 4 anos.



Eu nem me importo de esperar pelos meus anos em Outubro para receber esta... mas só se for esta. Até lá, está visto que, dias de puré de vegetais são dias de loucura na cozinha.



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27.3.17

O utensílio da semana: Escumadeira

Este utensílio de cozinha foi daqueles que só percebi como se dizia já devia ter uns 25 anos. É daquelas palavras que as pessoas dizem tão depressa e que tem tantas semelhanças com outras que para uma pessoa, como eu principalmente, é coisa para gerar confusões durante anos (como quando descobri que não se dizia "partida, LAGARTA, fugida" aos 16 anos). Depois de anos a aprender como se dizia descobri que afinal da maneira que dizia também estava certo... A porra da língua portuguesa é mesmo traiçoeira!! ESCUMADEIRA ou ESPUMADEIRA são duas designações correctas para este utensílio, imprescindível, de cozinha. Este comprido utensílio deve o seu nome à sua utilização principal, mas que hoje acaba por ser a menos significativa, - retirar a espuma que se forma a superfície em frituras, caldos ou sopas por exemplo (nota: escuma era espuma nos antigamentes).

Se ainda não se aperceberam da importância e utilidade deste é porque não têm a escumadeira dos vossos sonhos culinários. E olhem, que não é exagero dizer, que faz toda a diferença escolher a escumadeira certa. Há três tipos, pelo menos que eu conheça, de escumadeiras. São elas...

Escumadeiras de Arame (SELO PAPOILA)

Escumadeira de Nylon
Escumadeira de Alumínio

As de arame são sem sombra de dúvida as minhas favoritas, porque servem para várias coisas e são fáceis de lavar. Uso tanto a minha que é um daqueles utensílios que quero ter em duplicado. Isto, porque durante um dos meus cozinhados posso usar uma para retirar fritos do óleo e uma outra para retirar alimentos a ferver em água. São óptimas porque apanham muitos alimentos ao mesmo tempo, sem os partir ou esborrachar, ficando bem escorridos de óleo, água ou outro liquido onde estivessem mergulhados. E depois lavam-se num instante com uma esponja e um bocadinho de detergente. Só há que ter o cuidado de não lavar com esfregão de aço para não ficarem fios de aço presos ao utensílio. Coisa que é perigosíssima para a saúde das pessoas se for cair no vosso prato. Prometo que quando tiverem uma destas não vão querer mais nenhuma outra na vossa cozinha.

As de nylon e alumínio servem mais para o propósito inicial da sua criação, escumar. Como podem ver pela imagem são muito mais rasas, o que dificulta apanhar alimentos a boiar em líquidos, mas são as melhoras para retirar a espuma que se forma em algumas técnicas de cozinhar. A de nylon tem a vantagem de não riscar os tachos, panelas e frigideiras mas a de metal são mais fáceis de lavar e escorre melhor os líquidos.

Se eu pudesse, e fosse uma espécie de Oprah ou Ellen Degeneres, oferecia uma Escumadeira de Arame, a todos os apaixonados por cozinhar deste mundo.
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