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29.1.18

"O Leão mostra a sua raça" até num simples moinho de sal.

Peugeot para mim era só carros e como tal, não figurava das marcas que me despertavam qualquer interesse. Até que num destes dias, dei com uma curiosidade no guia de Paris que comprei para preparar a nossa escapadela de 4 dias, nesta semana, à cidade das luzes. Dizia o guia, na secção compras, que os famosos, considerados como os melhores do mundo, moinhos de especiarias eram nascidos em Paris, à mão da marca Peugeot. Já de regresso numa pesquisa rápida descobri que muito antes de sequer pensar fazer veículos já a marca era a rainha dos moinhos de café, em 1810!!! 

Mas continuando... no guia havia dois artigos de qualidade francesa que me despertaram a vontade de comprar - as facas, que eu já conhecia por terem excelentes lâminas, e os moinhos, que me deixaram um bocadinho desconfiada... talvez pela associação que se faz logo à marca. Mas depois lembrei-me "a Mercedes também é conhecida pelos carros e faz excelentes perfumes.".

Entre a possibilidade de compra de uma faca ou de um moinho, na nossa viagem em Paris surgiu a conversa cá em casa:

"As facas de lá são muito boas... Podia trazer uma, o que achas?"
"Estás a brincar?! Acho que facas é exactamente o artigo número um que não podes trazer na bagagem de mão." E bombas pensei eu.

A realidade é que, para além da óbvia infracção que seria tentar carregar uma faca de chefe de 20cm na bagagem de mão, Portugal também tem das melhores marcas de facas do mundo. 
Mas os moinhos ficaram a tilintar na minha cabeça, apesar de não ter feito nenhum plano para os encontrar.

Não foi preciso... Encontraram-me eles a mim na Avenida Champs-Ellyse. Porque o meu companheiro de viagem, que também tem a designação amor da minha vida, é assim maluquinho por carros tornando-se visita obrigatória as lojas das várias marcas de automóveis que se iam cruzando connosco. Mais ainda, porque as lojas são totalmente diferentes das que temos em Portugal. São muito mais espaços de exposição, galerias, lojas de artigos (desde as roupas, passando pela joalharia e até aos carros). Lá entramos na da Peugeot, já eu não me lembrava dos moinhos e ainda estava na desconfiança de que fossem assim um artigo tão especial da marca, quando, depois de abrir o casaco e mostrar a mala pela 13ª vez naquele dia ao segurança da entrada, olho em frente e vejo uma parede de cima abaixo repleta dos mais lindos moinhos de especiarias. E pronto! A partir daí nem a presença, logo ali ao lado da prateleira, do automobilista Sébastian Loeb, me distraiu da minha missão...

Grinder Peugeot



Ei-lo!! O mais lindo e perfeito moinho de sal, que já está na minha cozinha e já fez as honras de temperar receita minha, ontem à noite. Assim que os vi percebi pelo toque e acabamento que estava diante de artigo de muita qualidade mas assim que pus a cabecinha deste meu moinho a rodar compreendi o porquê da garantia vitalícia do mecanismo, a garantia de 5 anos do exterior e os 35€ que deixei na loja em Paris. E não estranho nada que me apeteça assim que possível continuar a colecção. Para os tolinhos da cozinha, como eu, é sem dúvida o utensílio que deve estar no top das vossa lista de desejos.

Um certo senhor cá em casa perguntava-me se era mesmo melhor que os outros moinhos. Ao que respondi "É como me perguntares se o Seat Leon é mais potente que o Porsche 911 Turbo." e a conversa ficou por aí.

(Hoje dei por mim a pensar "Andreia quando é que começaste a ser a pessoa que compra utensílios de cozinha em vez de sapatos, quando vais de viagem?!")

1 comentário:

Rui Leal disse...

Então agora posso comprar um Porsche :)