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30.1.14

Foi preciso uma ministra com eles no sitio.

A ministra da justiça, Paula Teixeira da Cunha, anunciou que está a ser preparado um diploma para criar uma base de dados de agressores sexuais contra crianças (aqui).

São em áreas de trabalho como esta, que acho que os governos têm muito a ganhar com a presença das mulheres. E é minha opinião que a minoria de políticos femininos, no nosso país é causa para muitos dos males em que o país acabou por cair nos últimos anos. 

Eu entendo muito pouco de política mas a imagem que tenho, infelizmente partilhada por muitos portugueses, é que os políticos são todos uns frouxos que o lema de trabalho é: Albarda-se o burro à vontade do dono. 

Há poucos políticos com eles no sítio. Curiosamente, são as mulheres da política que mais os têm. 

É de conhecimento geral que as senhoras gostam duma boa discussão... então quando têm razão... saiam da frente. Quando se agarram a uma causa, elas querem lá saber se isso vai ferir susceptibilidades ou criar polémica. E é aqui que, por vezes, os homens pecam. Preferem evitar um confronto. 

Há medidas como esta, da senhora ministra da justiça, que já deviam ter sido tomadas há muito tempo. Porém, como são decisões polémicas foi-se olhando para o lado como se não fosse realmente importante tomar alguma medida em relação aos abusadores sexuais de crianças.

"Ah, porque é uma devassa da vida privada." Quando os pedófilos, violentam crianças não estão muito preocupados com a devassa da vida privada de pessoa nenhuma. É verdade que a pedofilia não deixa de ser uma doença, uma patia qualquer sobre a qual não me estendo muito porque tenho conhecimento limitado em relação ao assunto. Mas é uma doença sem cura. O que indica que a probabilidade de repetir o comportamento criminoso, mesmo após muitos anos de prisão, é muito elevada. Uma das mais valias desta medida é que os abusadores condenados não voltem a trabalhar em funções onde lidem com crianças. A mim parece-me muito bem.

São senhoras como esta, que me dão um bocadinho de esperança na politica deste país.

Vai-se a ver um dia destes ainda fazem, também, qualquer coisa em relação à violência doméstica. Eu não sei o que acham, mas morrerem mulheres, quase todas as semanas, vítimas de violência doméstica, já me parece merecer atenção de alguém com eles no sítio.
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22.1.14

A culpa é dos progenitores dos anos 80!

E aquele vendedor ambulante que andou a fazer-se passar por agente da autoridade e a passar sermões aos automobilistas?

Munido de um carro de grande cilindrada e um pirilampo azul, perseguia os infractores, mandava-os parar e depois, fazendo crer que era da GNR, dava uma grande reprimenda sobre a má conduta na estrada. Fosse por não ligar o pisca, manterem-se demasiado tempo na faixa da esquerda ou velocidade excessiva. Os supostos infractores desconfiaram o procedimento, ou seja, não serem multados - "Nããã, o GNR não me multou, alguma coisa muito estranha se passa aqui", devem ter pensado eles.

A noticia da RTP aqui.

O sr foi apanhado e acusado por usurpação de poder. Que grande treta, pensei eu cá para mim...

Deviam era aprender com o senhor. Em vez de andarem na caça à multa, o dia todo sentados no carro, a comer bolas de Berlim (sim, que donuts é noutro sitio), com o radar na mão, que fica livre, fora da janela, à espera que alguém passe a 132 km/h na autoestrada.

Eu conheço um GNR reformado que conta pelas dedos das mãos as multas que passou na sua vida toda. Naquele tempo em que lhes era incutido a boa prática: primeiro avisar e só depois multar. Mandou parar muita gente e dava-lhes um grande sermão. O aviso estava dado, ele estaria por ali caso se repetisse e então sim, vinha a tão temida multa. A verdade é que poucas pessoas repetiam.
Também ajudava o facto de as autoridades serem, nesse tempo, mais próximos das comunidades. Hoje os agentes e guardas não têm cara. Há alguns que até parecem é que só têm corpo (nada contra, já que é para ser multada, a pessoa lava a vista)

Ah sim, e também ajudava o facto de, no tempo dos meus avós, ensinarem os pequeninos que tinham de respeitar as autoridades. Eu já sou do tempo que quando me portava mal (raríssimo, convínhamos) me diziam que iam chamar a policia... resultado: crescemos a ter medo das autoridades.

Ah sim, e já que estou numa de culpar os progenitores dos anos 80... também é culpa vossa ficar mal disposta, ao ponto de cegar e desmaiar quando tenho que ir ao médico... "porta-te bem senão vais ao sr. dr. levar uma pica". A sério?! Muito obrigadinha.

Vai-se a ver e isto foi tudo uma grande conspiração criada pelos nossos pais... as coisas que uma pessoa descobre aos 32 anos.
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