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7.2.18

Um bocadinho de Paris



Sim, fomos a Paris e prometi mais alguns pormenores sobre a experiência mas depois dei por mim a pensar no que partilhar. Como ando numa fase que o único esforço que compensa é levantar pesos no ginásio, cheguei à conclusão que há pouco para partilhar porque vivi tão intensamente esses 4 dias que devo ter gasto quase todos os cartuchos todos a viver e menos deles a gravar momentos que recorde para partilhar.

Ainda assim, gostaria de responder a algumas questões que já me fizeram...

"Como foi, gostaste?!

Adorei!!! Repetia mil vezes e de certeza que vou repetir. Principalmente porque ficaram tantos sítios por visitar e muitos mais restaurantes, cervejarias e padarias por visitar.

"Paris é tão romântico quanto dizem?"

Essa pergunta deixou-me meio engasgada... tendo sido até a minha resposta um pouco frouxa... "Humm, tão romântica quanto outro local onde passeei com o Rui." Não posso dizer com certeza absoluta porque não achei Paris particularmente romântica mas desconfio seriamente que é porque todos os meus dias são românticos. Desculpem lá se me cruzei com a verdadeira cara metade que me faz sempre, todos os dias, sentir como a mulher mais amada e especial deste mundo... Digamos que na pontuação do romantismo será algo assim... Rui - 100 pontos / Paris - 20. Demos muito beijinhos? Sim demos muitos mais beijinhos mas só porque no dia a dia não estamos tantas horas juntos e quando nos visitamos no trabalho um do outro os beijinhos são dados em modo infracção, de fugida e a olhar para o lado.

"Qual foi o teu momento favorito"

Uiii!!! Tantos. Ver o quarto do Corcunda de Notre-Dame, a vista da Torre Eiffel e as suas palpitantes luzes, os 18 km a pé com pausas para "cafés creme", que me custavam tanto como 1 semana de bicas, e claro claro todos os momentos que comi naquela cidade...

"Viste muitas ratazanas?"

Nem uma rata!! Nem nas notícias dei por elas. Mas houve uma amiga que a meio da viagem me alertou para a "invasão de ratazanas", junto ao Sena, e à conta dela no dia que fizemos a margem esquerda do rio, à noite, a pé houve uma folha ou duas a rolar no chão, com o vento, que me fizeram soltar uns gritinhos.

Algum conselho?

Só um. Se parecer que ao primeiro vislumbre da Torre Eiffel, ela está por perto não acreditem. A Torre é MUITO MUITO grande e esse parecer costuma significar que ainda têm mais uma hora de caminho pela frente.

E agora só para colorir um pouco o momento, algumas fotografias...


Eu sei que não foi autorizada mas não resisti. Amo-te <3




 




 



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4.3.16

Sabem que encontraram o amor da vossa vida quando...

... vão para o ginásio, fazer uma aula de grupo concorrida, onde a certa altura as vossas pernas ficam a 10cm de distância do campo de visão do vizinho do lado, vestidas de calções pelo joelho, com as pernas a gritar pela cera depilatória da vossa esteticista há... digamos... uma semana. A certeza absoluta de que é amor verdadeiro surge no momento em que, enquanto fazem o clean & press* , se lembram que a axila deverá estar ao mesmo nível das pernas, e ainda assim continuam a aula toda com um sorriso nos lábios (bem... mais ou menos... pelo menos os sorrisos possíveis entre o chorrilho de asneiras que me sai da boca entre expirações fortes e alguma baba.)

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This is a work of fiction. Names, characters, businesses, places, events and incidents are either the products of the author’s imagination or used in a fictitious manner. Any resemblance to actual persons, living or dead, or actual events is purely coincidental... NOT!

*movimento que envolva a exposição, quase pornográfica, da vossa axila.
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18.12.13

Se não o amasse tanto namorado chegaria.

Tenho um dilema quase diário... como devo referir-me à pessoa, por sinal maravilhosa e linda, com quem partilho a cama, e todas as outras mobílias e divisões do lar?



Com os amigos mais próximos e familiares, é Rui para cá Rui para lá.

Com as colegas de trabalho, fui introduzindo gradualmente o nome e também já não tenho que me debater, tanto, com o dilema. Claro que não digo coisas como: "o meu Rui..." e já institui, no meio profissional, o termo marido.

Daqui para a frente é que as coisas se complicam... quando são desconhecidos ou conhecidos de circunstância é que é pior. 

Ao telefone com o apoio ao cliente da Edesa (por exemplo):

-  "Por uma questão de segurança, necessito que a senhora me diga qual o seu grau de parentesco com o titular do contrato."
- "Bem... vivo com ele." pareceu-me uma boa definição, melhor do que durmo com ele, né?
- Então é a companheira." conclui a simpática senhora.

Companheiro é mesmo a única forma como eu não me refiro a ele. Quando era pequenina lembro-me de ir acampar num parque de campismo onde toda a gente, mesmo quando não lhes era pedido nenhum tipo de saudação, teimavam no "Bom dia companheiro.", "Boa tarde companheiro" e assim adiante de acordo com a hora que nos cruzássemos. 
Fiquei marcada desde então.
Sim, é verdade que habitamos a mesma "tenda" mas companheiro recuso-me!!

Na maioria das vezes opto pelo termo marido mas no fundo do meu pequenino cérebro fico sempre à espera que me perguntem se sou casada. E tem alturas que uma vozinha ainda me sopra ao ouvido "Estás a mentir, sua malandra."

Namorado é aquela coisa que parece que já não chega para o caracterizar. Quando o trato por namorado tenho sempre a imagem de que vivemos em casas separadas e que nos encontramos para namorar mas no fim do dia cada um segue o seu caminho. 

Assim concluí-se que ele é meu namorado mas muito mais do que isso e que quando o trato por marido só não o é porque oficialmente não somos casados.

Vai-se a ver a culpa é toda dele... quem o manda ser a melhor pessoa do mundo para mim? Se ele não me amasse tanto facilitava-me tanto neste meu dilema.

Amá-lo menos não consigo, por isso namorado, daqui para a frente, deixa de ser opção.

Os votos matrimoniais implicam prometer, no altar, estarmos com o outro na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, amando-o, respeitando-o, sendo-lhe fiel todos os dias, certo?
Então, como todos esses pedacinhos já são uma realidade da nossa vida em conjunto, eu, pelos poderes que me foram concedidos pelas borboletas que nos fazem cócegas na barriga, declaro-me mulher do marido mais perfeito do meu mundo inteiro.

E era só isto que eu tinha para dizer hoje.
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6.4.13

Hoje apeteceu-me...aparecer.

Tem estado difícil vir aqui...e que tristeza que me dá (snif).
Para escrever é preciso tempo e concentração e nos últimos tempos tenho os dois em falta.
Lá vai dando para clicar uma ou outra foto com o telemóvel. E hoje até dá para pôr aqui uma dessas.
Nos outros dias, que até abrir a net é preciso um milagre da multiplicação de horas, podem seguir-me no Instagram... eu sou uma tal de @aimpressaopapoila (quem diria).

Beijinhos e até ao próximo milagre.





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