terça-feira, 19 de abril de 2016

Animais de estimação são filhos que morrem quase sempre antes dos pais.

Este post podia viver só deste título, porque nele está contido o que sinto no meu coração.

Não é exagero e se for, é o meu exagero. E como este blog até é meu, só faz sentido falar do que me diz no coração. Quem não gostar pode bem mudar de canal.

Como não chorar eternamente quando um dos nossos bichos partem para os céus? Tirando aquele sofá arranhado ou o xixi no colchão os nossos animais de estimação não nos deixam uma mágoa, uma má recordação, um momento triste, nunca! Ao contrário do que acontece com a maioria das pessoas da nossa vida, por mais perfeitas que sejam. 

No momento da partida dos meus filhos e sobrinhos peludos é a condição humana que me dá mal estar. Uma tontice sem dúvida mas que só surge porque os animais são tão bons para nós, durante a sua curta vida, que os remorsos de não ter estado mais horas com eles é tudo o que me resta.

Se um dia tiver filhos se eles forem tão amados quanto amo os meus gatos serei a mãe mais feliz do mundo. Amor esse que será certamente muito mais amor do que grande parte dos seres humanos deste mundo podem dizer que sentiram enquanto filhos.

Só há uma coisa a pedir desculpa neste post o facto de ser um amontoado de palavras, porque o meu coração despedaçado por ter perdido mais um sobrinho peludo, não deixa a minha razão vir ao de cima editar grande coisa.



 
 
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quinta-feira, 31 de março de 2016

O Robin da vossa vida de Batwoman

Vamos lá a falar das verdades absolutas das nossas casas e das lides domésticas. Há mais dias no mês em que a cama fica por fazer do que aqueles em que fica feita. Saimos de casa a correr e muitas vezes, se não sempre, o copo do leite do pequeno-almoço jaz o dia inteiro na ombreira do sofá. Olhamos 7 vezes por semana para o pó a crescer mesmo por debaixo da TV e prometemos interiormente "amanhã limpo o pó". Empurramos todos os dias mais um bocadinho a roupa que teima sair do cesto da roupa suja, na esperança que um buraco negro se abra e a engula para logo a seguir a cuspa lavada e passada... mas o cesto fica a abarrotar cada vez mais e chega uma altura em que pomos a roupa suja directamente na máquina. Falamos diariamente e mentalmente para nós mesmas: "na minha folga tenho de tratar disto", "preciso tanto de passar a ferro... amanhã, ou depois... ainda há uma camisa."Prometemos que é quando chegarmos do trabalho que damos cabo da roupa por passar mas quando chegamos, dum dia de trabalho, tudo o que nos apetece é aterrar no sofá. Eu aterro... afinal mereço.

Não perco o sono com as lides domésticas mas gosto de ter a casa arrumada mas com as nossas vidas é quase tarefa impossível ter tudo em dia e em ordem. Eu até sei qual o segredo para o conseguir... fazer todos os dias um bocadinho, acordar mais cedo, chegar a casa e agarrar-me ao ferro de engomar... Mas eu não sou assim! Nem nunca vou ser por muito que me esforçasse. Nem queria ser na verdade. 

Entre trabalhar 6 dias por semana, 2 a 3 idas ao ginásio, sair para namorar, visitar os meus restaurantes preferidos,  ir beber café com uma amiga ou, a pior e mais demorada situação, ficar só no sofá a ver séries e a receber festinhas no cabelo, sobra pouco tempo para manter a roupa em dia. Por isso, embarquei nas modernices das lavandarias self-service e em 2 horas dei cabo dum cesto de roupa (bem compactado) e de ainda mais umas quantas peças soltas. Senti-me num episódio duma série americana e talvez por isso tenha levado os meus detergentes atrás mas que afinal nem eram precisos. Não é que aquilo é um descanso?!


Lavar não é barato. Nem vos vou dizer quanto que o meu marido lê o meu blog religiosamente e há certas coisas que os homens não precisam saber (vocês sabem... como aqueles sapatos que nós compramos a €60 mas que eles acham que custaram €40... é isso.). Mas compensa muito porque em 30 minutos lavei o equivalente a 5 máquinas aqui de casa. Fui preparada com manuais de formação do trabalho mas não deu tempo para grandes estudos porque passa num instante. Para além disso, olhar para as máquinas demonstrou ser, estranhamente, super relaxante. Depois da roupa lavadinha é pô-la a secar em mega máquinas industriais (bem mais em conta €1 por 20 minutos). Sai quentinha e a saltar que nem castanhas no Rossio. Depois, é só dobrar e encher os sacos e toca a levá-la para casa.

Se nunca experimentaram e têm andado a pensar experimentar aconselho vivamente. Eu fiquei fã. Tão fã e entusiasmada que, pouco depois, andávamos os dois na rádio popular a a comprar um ferro de engomar novo. Um que tivesse um turbo e potência para entrar em modo super sónico e me ajudar na tarefa de passar tanta roupa lavada. Mesmo que só lá vão para secar a roupa já vão ganhar imenso tempo para fazer outras coisas. 

Nos dias de hoje, mesmo no meu caso em que cá em casa dividimos tarefas (sortuda eu sei. Não é vergonha assumir que entre as minhas e as dele sou sempre eu que ando com as tarefas atrasadas), qualquer ajuda é bem-vinda e esta eu vou aproveitar sempre que sentir necessidade disso. 

Aproveitem estas lojas. Estão casa vez mais disseminadas pelo país e ainda bem para nós e para a nossa saúde emocional.

Como diz uma amiga minha: "somos super mulheres."... Vejam a lavandaria self-service como o Robin da vossa vida de Batwoman.
 
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quarta-feira, 30 de março de 2016

3 dias de folga em casa. Palavras de ordem: sestas, sossego, pôr a roupa em dia, sestas, casa limpinha e mais sestas.

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segunda-feira, 21 de março de 2016

Está visto o que eu visto, amor e comida tudo junto.

Os melhores dias da minha vida incluem ele (condição sine qua non), um lugar onde me sinta a pessoa mais sortuda do mundo e comida formidável. Um dia como este...



Já não é novidade. O sítio? Pachá!




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quinta-feira, 17 de março de 2016

O cocktail ideal para a minha pele

Este post já vem com longas semanas de atraso mas se assim não fosse este blog não seria o meu e à minha imagem.

Vamos lá então falar da minha rotina de beleza diária. Não porque seja a receita infalível para todas as mulheres já que, tenho a certeza absoluta, isso não existe mas para demonstrar que se tiverem disciplina e encontrarem os produtos certos para o vosso tipo de pele e estilo de vida poderão ver resultados fantásticos. 

O cocktail ideal para a minha pele é este:


A foto foi tirada quando fui à Serra da Estrela e por isso incluí coisas que eu, nitidamente, não ponho no rosto. 

Comecemos pelo quatro (só para ser diferente), ou seja, a limpeza. A minha pele adora a sensação de untuosidade, texturas bem gordas e espessas e este Creme de limpeza, extra conforto e anti-poluição da Clarins (4) é tudo isso e muito mais. Massajo um pouco do creme nas mãos, para aquecer, e depois aplico directamente no rosto, ao final do dia, quer tenha maquilhagem ou não. Como tem uma textura em creme posso inclusive passá-lo nas pálpebras sem correr o risco de entrar nos olhos. De seguida, é só passar por água tépida e está feito. É o produto perfeito para mim porque, a minha pele adora a textura, faz uma limpeza completa mas com suavidade, limpa, hidrata e dá conforto ao mesmo tempo e é muito prático. A pele fica completamente desmaquilhada e limpa. Mesmo mesmo!! Quando coloco o tónico com o disco de algodão ele fica branquinho. Quantos desmaquilhantes fazem isso?! Pois.

Como não é formulado para remover a maquilhagem de olhos, no final, passo com um disco desmaquilhante com o bifásico da Garnier (6), que tira até a maquilhagem nos dias que me entusiasmo com a sombra preta, o eyeliner e a máscara extra volume da YSL e não é nada oleoso.

Passo seguinte, o Tónico Apaziguante da Eisenberg (5), que aplico com um disco de algodão, passando com suavidade no rosto. A pele fica hidratada, acalmada, linda e preparada para o que vem a seguir.

A minha pele grita por hidratação e nutrição. E é por isso, que os seruns são os meus melhores amigos. Antes do fantástico Creme Fluido da Eisenberg (2), que devolveu à minha pele aquela sensação de pele lisa de bébe, tenho que dar à minha pele um booster para que se mantenha alimentada por muitas horas. Se eu tivesse descoberto há mais tempo que a desidratação da pele é a principal responsável pelo aparecimento, prematuro, das rugas da minha testa e olhos, já tinha começado a investir em cremes e seruns desde os 6 anos. Brincadeira! Mas não muito longe da verdade. 

De dia o meu melhor amigo é o Sérum Hidratante da Eisenberg (1), que deixa na minha um filme, como que uma película protectora. Eu adoro a sensação mas como vos disse a minha pele gosta da sensação de peso. Também o aplico no contorno ocular (o que as minhas patas de galinha não gostam nada) funcionando quase como um creme. Porém como o meu calcanhar de aquiles é mesmo a pele em redor dos olhos, porque me rio muito, porque sou muito expressiva, porque herdei isso do meu pai, de seguida coloco o Rolls Royce dos cremes de olhos. Um senhor creme chamado Cellular Nourishing Eye Cream da Swiss Perfection (um bago de arroz é toda a quantidade que é precisa para os dois olhos).

À noite, o serum rei é o Advanced Night Repair da Estée Lauder (3). Que apesar de ter uma textura muito aquosa e um cheiro a remédio (que é completamente normal), vai viver comigo até ao fim da vida. Sabem aquela sensação de pele dura e firme? É isso que este fantástico produto faz. 

Se de manhã sinto que pode vir frio, calor, ar condicionado, stress que o meu sérum Eisenberg juntamente com o Creme Fluido vão estar lá para me proteger. À noite, mesmo que não durma as oito horas de beleza, o Advanced Night Repair juntamente com o Creme Fluido fazem com que acorde com a pele regenerada e cheia de força. Tão real como eu me chamar Andreia Jesus.

Esta é a minha rotina diária. Sim, há dias que estou com um tal camadão de sono que levanto voo do sofá e caio directamente na cama com quilos de maquilhagem. Mas faço um esforço para que esses dias sejam cada vez mais raros. O que é certo é que num mês se isso acontece 4 vezes já é muito. Principalmente porque quando acordo sem me ter desmaquilhado  na noite anterior olho para o espelho e arrependo-me sempre do ter feito. A diferença é que nos dias que me desmaquilho acordo a parecer a Branca de Neve  (só que muito despenteada) e quando não o faço olho ao espelho e vejo o reflexo da Fiona, em modo ogre.

Volto a repetir que estes são os produtos que funcionam para mim. É como eu digo aos meus clientes, quando me perguntam "Mas diga-me lá, na sua opinião qual é mesmo a melhor marca?" e eu respondo "as melhores marcas são aquelas que a sua pele mais gostar".

A minha pele, por agora, adora estas! São raros os dias que não olho ao espelho e não digo que a minha pele já não estava assim tão boa há anos. E se eu falo sozinha com a minha pele é porque deve estar mesmo a resultar, não?

 

 

 
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sábado, 12 de março de 2016

Pessoas que "cabram". A ciência explica.

Tradução rebuscada, mas muito mais divertida que a literal, do título de um artigo científico sobre as consequências para a saúde daquelas pessoas que andam sempre a dizer mal de tudo e de todos.



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Das biologias, botânicas, bioquímicas, químicas, microbiologias e outras ciências da vida que estudei durante o meu percurso académico, o melhor que eu tirei foi como cada uma influência o nosso dia-a-dia. Por isso, este é um daqueles artigos que adoro ler. Daqueles que a ciência explica o porquê de certos comportamentos. 

Ora vamos lá tentar resumir a coisa...

Primeiro mito a ser desfeito: há muito boa gente que está convencida que dizer mal da vida, das pessoas e das coisas é uma forma de deitar cá para fora sentimentos maus para assim, se sentirem melhor. Errado! Na maioria das vezes "cabrar" (tradução literal do termo bitching) sobre a vida só nos faz sentir pior e ainda por cima é contagioso, fazendo com que quem ouve se sinta pior. Faz sentido, certo? A metáfora fantástica que o artigo usa para explicar é maravilhosa: "Cuspir raiva é semelhante a dar um peido num elevador. Parece uma boa ideia, mas é absolutamente errado."

Está então provado que queixar-se por tudo e nada é mau para quem se queixa e para as pessoas que ouvem as queixas também. 
Mas há mais! O desporto de "cabrar" é mau para o nosso cérebro e para a nossa saúde. 

Ora vejamos, no nosso cérebro há montes de neurónios, separados por espaços vazios. Quando "cabramos" há um neurónio que lança um químico para outro neurónio criando uma ponte por onde passará, através de uma descarga eléctrica, a informação do pensamento. O problema é que cada vez que temos um pensamento negativo esses neurónios vão ficando cada vez mais juntinhos como que a dizerem: "olha, chega-te lá para aqui já que esta tipa está sempre a pensar no mesmo e a gente esforça-se menos.". Na prática o próprio circuito físico do cérebro é alterado de forma a que o gatilho da "cabrice" seja mais rapidamente accionado. E ainda fica pior. Ter pensamentos negativos não torna mais fácil ter mais pensamentos negativos como aumenta a probabilidade de irmos na rua e só porque uma pedra de 5mm se atravessou à nossa frente lá estamos nós... a cabrar da vida novamente.

Pode piorar? Pode claro!
Se por um lado andar sempre acompanhado com pensamentos maus reprograma o cérebro para a negatividade, andar com pessoas negativas tem exactamente o mesmo resultado. Lá está "Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és.".
E é fácil de perceber... Quando vemos alguém a experienciar uma emoção (raiva, tristeza, felicidade...) o nosso cérebro tenta imaginar a mesma emoção de forma a tentarmos perceber o que a outra pessoa está a passar (é o que se chama empatia). Vai daí... o nosso cérebro começa a disparar as mesmas sinapses e lá vamos nós... Quando damos por ela lá estamos a cabrar igual. 
A dica? Até os mais básicos perceberão... rodeiem-se de pessoas positivas que reprogramem o vosso cérebro para o amor. 

E não é só a saúde mental que está em causa, na velha e irritável arte de cabrar. Parar dizer mal da vida é óptimo para a saúde do "corpitxo" também. Quando o cérebro começa a disparar de forma louca e desenfreada sinapses de raiva e queixume o nosso sistema imunitário entra em acção. Os tais polícias que patrulham o nosso organismo começam a gritar uns pelos outros como quem diz "Oh Antunes apresenta-te a serviço. Temos um 327 em progresso!". Vai daí aumenta a nossa pressão arterial, aumentando o risco de doença cardíaca, obesidade e diabetes e mais uma série de coisas daquelas mesmo mesmo más para a nossa saúde. E ainda ficamos mais burros (hum... há tanta coisa que agora faz sentido). Quando stressamos as nossas glândulas produzem cortisol às toneladas. Hormona querida que interfere com a capacidade de aprendizagem, memória, sistema imunitário, densidade óssea... tudo de bom... Não!

Eu até nem precisava de ler este artigo para saber que a felicidade do dia a dia só depende da forma como nós encaramos a vida e das pessoas que escolhes para te acompanharem durante o percurso. Por isso, se eu tivesses de pontuar o meu nível de felicidade, na maioria dos dias (sim, porque não há vidas perfeitas) escreveria "Muito Bom" no canto superior direito da página da minha vida.

 
Se quiserem ler na integra o artigo cliquem aqui.





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sábado, 5 de março de 2016

Música Papoilar #26

Para compensar o jejum de músicas papoilares tinha de escolher uma épica. Daquelas perfeitas para momentos... esses mesmo.


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