sábado, 18 de abril de 2015

Mulheres VS Homens

 
Acho que não é errado generalizar que os homens têm muito mais cuidado com os carros do que nós mulheres. Se bem que conheço um par de homens e mulheres que fogem à regra. O que nós, mulheres, queremos é que o carro cumpra o seu objectivo, ou seja, que nos leve do ponto A ao ponto B. Sim, se o carro for bonito tanto melhor mas melhor ainda era se o carro nunca precisasse de combustível para andar. Não por uma questão financeira mas porque é montes de aborrecido abastecer o carro (coisa de que me safo quase sempre porque o meu marido é tão bom rapaz que faz esse "trabalhinho sujo" por mim) 

Se pôr combustível já é um aborrecimento de primeira, ter de levar o carro às revisões é ainda mais chato. E neste aspecto as mulheres tendem a adiar para o mês seguinte, ou para os meses seguintes, como no meu caso...

"Onde está o papel do óleo que o Marinho deixou no carro quando fez a última revisão?" Diz ele enquanto procura tudo em volta do volante.

"Eu não lhe mexi. E não me lembro de nenhum papelinho mas se ele o pôs deve estar para aí?"

O dito papelinho nunca apareceu, apesar de eu ter uma vaga ideia de algo ter andado caído pelo chão do carro durante umas semanas.

"Temos que levar o teu carro à revisão no final do mês"
"Amor, este mês não porque temos de levar a gata ao veterinário. Vamos no mês que vem, sim?"

E ele foi concordando, reticente.

De sobrolho franzido, ainda mais do que o costume, diz ele: "o teu carro não está a fazer um barulho esquisito?"
"Esquisito? Esquisito como? Não, não dei por nada. Para mim está igual a sempre" Respondendo enquanto ouço em altos berros a Rádio Comercial."

E nisto já íamos no 3º mês a adiar a tal revisão.

Num destes dias venho eu, por volta das onze da noite, do trabalho. Quando, no caminho habitual para casa o meu carro dá um esticão e acende uma luzinha no visor. Uma daquelas com um ponto de exclamação, o que nunca é bom. Encosto o carro à entrada duma vivenda e decido que talvez seja boa ideia baixar o som da rádio.
E lá estava... o tal barulho esquisito, acompanhado da luz interminitente no visor e dum tremor que parecia estar a ocorrer um terramoto de 5 graus na Escala de Richter.

Pego no livrinho do carro, e numa avaliação muito rápida e algo disparatada, concluo que a luzinha acende quando há uma avaria na caixa automática.

Tenho que ligar ao meu marido porque tenho medo de continuar viagem. Para nós mulheres está tudo óptimo quando o carro anda mas quando acende uma luzinha entramos em modo pânico e temos medo que ao andarmos mais 50 metros, que sejam, o carro possa explodir. Ligo a medo, porque já sei que me vai dizer que me avisou, blá blá blá...

No telefonema disse-lhe que tinha visto no livrinho do carro que deveria ser uma avaria na caixa automática. Ao que ele respondeu: "Tola!! O teu carro tem mudanças manuais!" Por sorte, apanhei-o a dormir e como estava com uma grande rabujice basicamente meteu-se no carro e veio buscar-me. Não sem antes termos um daqueles momentos "nós somos o casal mais distraído da zona Oeste".

"Eu levo o teu carro." E lá fui eu para o carro dele, de porta aberta, mas sem chave na ignição. Ele já tinha arrancado com o meu carro e eu tinha deixado lá a mala com o telemóvel. Pelo que, fiquei ali, no escuro, à beira da estrada, a falar sozinha e a pensar o que poderia fazer para o avisar. Ainda me lembrei de tocar à campainha da vivenda, à porta da qual estava parada há uns 20 minutos, mas tive medo que a minha história pudesse parecer demasiado disparatada. Felizmente o meu marido apercebeu-se a 1/4 do caminho e voltou atrás para me dar a chave do carro dele.

Conclusão da história: O meu carro é fraquito de cilindradas, pelo que requer mais atenção a coisas como injectores, com mais regularidade. Regularidade que correspondia há uns meses atrás. Regularidade que se tivesse cumprido me tinha feito poupar umas, muitas, centenas de euros. O que poderia ter sido uma mudança de anilhas (as coisas que aprendemos, ãn?), transformou-se numa mudança de um dos injectores.

Moral da história: Quando eles nos dizem que o nosso carro tem de ir à revisão, façam marcação no mecânico para daí a 2 semanas. Quando eles nos dizem que o carro faz um barulho esquisito, é porque o carro faz mesmo um barulho esquisito, mesmo que nos pareça que continuamos a ouvir o Sam Smith, na rádio, tão bem como antes.
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sexta-feira, 17 de abril de 2015

Le Jardin de Monsieur Li

Chegou, chegou lá à loja o novo perfume da Hermès!!

Não sei onde fica o Jardim do Sr. Li, mas deve cheirar tão bem. Brincadeira, já que, na realidade, este jardim surgiu do imaginário do perfumista, depois de uma viagem à China.
"Le Jardin de Monsieur Li" é a nova fragrância, Primavera/Verão, da Hermès. Todo ele é calma e suavidade mas exactamente na quantidade certa, começando pela imagem da embalagem e do frasco, e terminando no aroma.



Sabem aqueles perfumes frutados que cheiram a Superpop limão? Pois... não é nada disso.

Confesso que sou um bocado preconceituosa com os perfumes cítricos. Ainda não os cheirei e já estou a achar que vai cheirar àquele limão artificial que se compra para temperar as saladas. O "Le Jardin de Monsieur Li" teve sorte porque já o tinha visto numa revista de moda, e como achei o frasco "tannnnn" lindo andava ansiosa para o cheirar. Claro que, no meu caso, também estava obrigada (o que é um esforço terrível... não!) a experimentá-lo, como aliás acontece com todos os perfumes da loja.

Quando chegou, meus olhinhos cintilaram e se o frasco me tinha conquistado visualmente o aroma conquistou-me olfactiva e emocionalmente.

Os "ingredientes" são, entre outros, Kumquat, jasmim, menta e seiva. Mas a primeira impressão é aquele cheirinho a raspa de limão, meio ácida meio adstrigente, mas tudo com uma calma muito Hermès. Senti-me logo num SPA a fazer uma massagem de pedras quentes. Depois, passa o adstrigente e fica na pele o aroma cítrico, as flores brancas e o verde suave. E até na minha pele ordinária que só gosta de perfumes intensos ficou divinal.

Cheirar o "Le Jardin de Monsieur Li" inspirou-me assim...

Le Jardin de Monsieur Li



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quarta-feira, 15 de abril de 2015

Mulheres VS Homens

Digo-lhe eu: "Amor temos lá no trabalho uma ampola de beleza instântanea. É um presente fixe, para "a pessoa", não achas?"

"Uma ampola de quê? De beleza? Vocês inventam com cada coisa..."

"Sim, "a pessoa" vai ficar linda."

"Não me parece um grande presente de se dar. O que é que estás a chamar "à pessoa"?"

E depois fez-se um clic no meu cromossoma Y e percebi o que lhe devia ir na cabeça. Ri-me e esclareci: "Claro que se uma pessoa for feia não vai ficar bonita!! A aplicação da ampola põe a pele mais bonita, mais luminosa, mais lisinha, mais hidratada..."

"Ahhhhh. Então assim está bem."

Nota: A "pessoa" tem nome. Não vão pensar que nós falamos assim. Eu só não quero é que a tal "pessoa" saiba que lhe estou a pensar oferecer este presente.
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domingo, 12 de abril de 2015

You lost Emily Blunt!!

Para mim a Anne Hathaway (daqueles nomes que tenho de copiar letra a letra do google) é uma das mais bonitas actrizes e pela amostra também há-de ser das mais divertidas e "pandegas" pessoas.

Num concurso, dos States, a Anne deu uma abada à Emily Blunt, no Lip Sync Battle, apresentado pelo LL Cool J (cujo nome deve querer dizer Lindo, lovely Cool e "Jiro").

Melhor que a Miley a "cantar" o Wrecking ball.

Ora, vejam e divirtam-se muito...



O jeitosão do The Rock também já lá foi fazer playback da Taylor Swift... Agora imaginem...
Bom, restinho, de Domingo.
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sábado, 11 de abril de 2015

Música Papoilar #14

Porque estes últimos dias têm sido pesados e tristes, músicas leves e divertidas precisam-se por aqui.

Este "Pica do 7", do António Zambujo, é tudo isso. E depois, quando se vê o videoclipe, com a divertídissima colaboração da actriz Sandra Barata Melo, ainda mais leve e divertida me sinto.

 


Um fim-de-semana leve e divertido para todos, que eu vou ali trabalhar e já volto.
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"Tomás, as latas no ecoponto amarelo! Mesmo as de atum."

Sabem das saudades que tive duma boa bica quando fui a Madrid, né? Quando não bebo a bica também não sou daquelas que se transforma numa versão feminina, e mais esverdeada, do Hulk (se bem que conheço alguns e algumas assim) mas uma boa bica pode ser a diferença entre ter um dia assim assim e começar um dia mais desperta e viva.

"Delta" continua a ser a minha marca de café preferida e também é a marca que mais me diverte com as edições de pacotes de açúcar que vai lançando.

A última, que já tenho, é esta...



Não pensam, sempre, no mesmo quando estão a secar o cabelo?
Tal e qual o ar de felicidade que faço quando vou ao ecoponto amarelo.
Só não percebi o porquê desta colecção ter personagens que parecem se tiradas dos anos 50?
Lá está. Exactamente o tipo de conversa que se tem com o marido quando se vai jantar fora... Depois de 20 anos de casamento, quando já não há mais nada para dizer.
Fora a brincadeira eu até aprendi que os frascos de perfume também podem ir ao para o ecoponto. Não sabia. 
De certo, que deste jeito divertido e meio tonto, há gente que vai aprender umas coisitas sobre como separar o lixo doméstico para a reciclagem.

Parabéns à Delta.
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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Porquê?

Ontem, vinha do trabalho às 11 da noite. Chovia. A caminho de casa no meio da estrada vi uns olhinhos a reflectir as luzes dos faróis do meu carro. Era um cão, completamente desorientado, parado no meio da estrada. Parei o carro e recolhi o piruçinhas, molhado a tremer de medo e de frio. Tinha uma coleira e uma corda grande agarrados a si. De perto deu para perceber que estava cego mas ainda assim deixou-se agarrar e veio até nossa casa calminho.

Entrou a medo, mas em poucos minutos entrou em modo de agradecimento e não nos largou mais. Depois de um banhinho quente, entre abraços, turrinhas e beijinhos, a nós os dois, ainda comeu como se não houvesse amanhã. Dizem que os animais são como os donos e talvez assim seja mesmo. Os nossos gatos, Romeo e Julieta, não fugiram quando viram o piruçinhas, chegaram-se perto, muito perto. Até a trombudona da nossa Julieta quis conhecer aquele ser, para ela completamente desconhecido. O nosso Romeo, um bonacheirão, chegou mesmo a dar toquezinhos de nariz com o  pirucinhas. 

Dormiu ao lado da nossa cama, sossegadinho a noite toda. O Romeo e a Julieta respeitaram o espaço do pirucinhas e perceberam que hoje não poderiam dormir aos nossos pés. Não ficaram zangados, só respeitaram.



Como encontrei o piruçinhas com coleira e "trela" achei mesmo que teria fugido de um quintal e hoje de manhã bati às portas das casinhas baixas, que rodeiam o sítio onde o encontrei. Nada! Ninguém o reconhecia.

Pedi ajuda a uma associação que sei por experiência própria ser incasável a ajudar os animais aflitos - a Rede Leonardo - que, na minha aflição, me indicou o canil das Caldas para entregar o piruçinhas. Canil, que a senhora fez questão de dizer, não ser canil de abate e de ter colaboradores que diariamente dão comida e carinho aos cães.

Achei mesmo que ia encontrar o dono do piruçinhas, mas não encontrei.

Tive de passar à câmara para falar com a veterinária. Só ela poderia encaminhar o pirucinhas para uma box no canil. O preconceito com as entidades públicas, levaram-me com desânimo a caminho da câmara. Mas enganei-me! Fui logo atendida pela Dra. Daniela que autorizou logo um cantinho no canil para o pirucinhas. Tratou também logo da partilha das fotos pelos seus contactos. Em menos de 10 minutos o pirucinhos estava entregue às mãos, bondosas, dos voluntários do canil das Caldas.

O Canil das Caldas é sujo? Não. 
Está sobrelotado? Não. Tem espaço amplo e box individuais, onde um piruçinhas cego tem melhores condições. 
Os voluntários tinham ar de carrascos? Não. Tinham olhos meigos, daqueles que sabemos que são o espelho de um coração cheio de caridade.
O piruçinhas era meu? Não. Recolhi-o no meio da estrada, numa noite fria e chuvosa.
Abandonei o piruçinhas no canil? Não. entreguei-o a quem pudesse cuidar dele já que eu não tinha como o fazer.

Mas então porque sinto que fiz uma boa acção podre? Porquê?
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